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Publicado em 2 de março de 2026 às 15:59
Duas artistas capixabas foram selecionadas para representar o Brasil no festival “Nosotras Estamos en la Calle”, um dos mais importantes encontros de arte urbana da América Latina, que acontece entre 3 e 9 de março, em Lima, no Peru. O evento, que há 17 anos fortalece a presença e a potência das mulheres nas ruas, reúne criadoras de 14 países.>
As representantes do Espírito Santo são Ione Reis e Nadine Luiza, conhecida artisticamente como Musca, integrantes da Rede Mulheres Urbanas. >
Natural da Serra, Nadine Luiza iniciou sua trajetória na arte urbana em 2013, com a criação da tag Musca. Desde então, expandiu sua produção para o graffiti, pintura, ilustração e arte-educação. Sua obra é atravessada por narrativas afrodiaspóricas e universos oníricos que dialogam com ancestralidade, espiritualidade e identidade. >
Graduada em Artes Plásticas pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), atua também como educadora, ministrando oficinas de graffiti para jovens em diferentes territórios do estado.>
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Ione Reis, também formada em Artes Plásticas pela UFES, constrói uma poética afro-indígena que une arte e ativismo. Reconhecida internacionalmente por sua “Artevivência”, já expôs trabalhos do Brasil à África do Sul e colaborou com a ONU em projetos ligados à diáspora africana. >
Em 2025, recebeu o Prêmio de Honra ao Mérito Cultural e foi condecorada como Comendadora do Estado do Espírito Santo pela Assembleia Legislativa.>
O convite, no entanto, chegou muito próximo à data do evento e, para viabilizar a participação, as artistas organizaram uma rifa solidária com diversos prêmios. A iniciativa busca mobilizar apoiadores e fortalecer a presença de mulheres capixabas no cenário internacional. >
“Cada contribuição ajuda a colocar mulheres do Espírito Santo nas ruas do mundo. Para saber como contribuir é só acessar nossos Instagrans: @ionereisart ou @muscaje”, reforça Nadine. >
Para as artistas, representar o Brasil no “Nosotras Estamos en la Calle” é mais do que participar de um festival, é reafirmar a luta por mais mulheres nos espaços públicos, na arte urbana e na cultura periférica. “Nosso trabalho é sobre ocupar, resistir e criar. Estar nesse festival é mostrar que o Espírito Santo também produz arte potente, diversa e internacional”, conclui Ione.>
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