Publicado em 26 de janeiro de 2026 às 15:51
A música faz parte da rotina de forma constante, mas nem sempre percebemos o impacto que ela exerce sobre o corpo, a mente e o comportamento. Ritmo, volume, repetição e harmonia são processados pelo cérebro de maneira quase automática e têm o poder de alterar emoções, nível de estresse, foco e até decisões de compra. >
Especialistas explicam que escolher conscientemente o que se escuta é uma estratégia simples de autocuidado emocional e de leitura crítica do ambiente. >
A seguir, veja sete dicas que mostram como a música influencia o dia a dia e como usá-la de forma mais saudável e estratégica. >
Antes mesmo de qualquer reflexão racional, o som já provoca uma resposta emocional. O cérebro reage ao ritmo e à previsibilidade musical, o que ajuda a explicar por que algumas trilhas acalmam enquanto outras aceleram. >
>
“A música atua diretamente no sistema nervoso e emocional, muitas vezes de forma inconsciente. Ritmos mais lentos e harmonias previsíveis ajudam o corpo a desacelerar, enquanto sons rápidos e repetitivos estimulam o estado de alerta”, explica a psicóloga Mariane Pires Marchetti, especialista em ansiedade e autoestima. >
Escolher músicas mais suaves em momentos de tensão pode ajudar a reduzir a ansiedade e favorecer a autorregulação emocional. >
A mús i ca interfere no comportamento do consumidor de forma silenciosa. Ela altera a percepção do ambiente, o tempo de permanência no local e até o tipo de decisão tomada. >
“A música entra como um dos estímulos mais poderosos no marketing porque atravessa a racionalidade rapidamente, regula o humor e cria clima emocional. O corpo reage antes da mente interpretar”, afirma Nah Casoti, mercadóloga especializada em comportamento do consumidor. >
Trilhas mais calmas tendem a prolongar a permanência e favorecer decisões mais conscientes, enquanto músicas agitadas estimulam urgência e impulsividade. >
Nem toda música relaxa. Volume alto, repetição excessiva ou trilhas incompatíveis com o ambiente podem gerar irritação e cansaço mental . “Ambientes com música inadequada tendem a aumentar a tensão muscular e a sensação de sobrecarga. Já sons mais previsíveis e suaves favorecem sensação de segurança”, destaca Mariane Pires Marchetti. Perceber esses sinais ajuda a evitar que o som se torne mais um fator de estresse no dia. >
No trabalho ou nos estudos, a música pode ser aliada ou vilã, dependendo da escolha. Trilhas muito complexas ou com letras marcantes competem pela atenção. >
A música funciona como uma ponte direta para lembranças e estados afetivos. Uma melodia pode despertar conforto, nostalgia ou emoções difíceis, dependendo da história de cada pessoa. >
“O som acessa memórias que nem sempre estão conscientes. Por isso, uma música pode mudar o estado emocional sem que a pessoa saiba explicar o motivo”, afirma Daniel Simitan. Por isso, usar músicas associadas a sensações positivas pode ser uma forma simples de autocuidado emocional. >
O corpo responde fisicamente ao som. Respiração, batimentos cardíacos e ritmo dos movimentos tendem a se ajustar à música ouvida. “O corpo não escuta apenas com os ouvidos. Ele reage ao ritmo e à frequência sonora, o que explica por que músicas aceleradas estimulam ação e sons mais lentos favorecem relaxamento”, explica Mariane Pires Marchetti. >
Essa percepção ajuda a escolher trilhas mais adequadas para exercícios, descanso ou momentos de introspecção. >
A principal dica é sair do modo automático. A música não é apenas pano de fundo, ela participa ativamente da forma como sentimos, pensamos e reagimos ao mundo. “A música não vende pelo argumento, ela vende pela sensação que constrói. No cotidiano, isso se traduz em decisões, emoções e comportamentos moldados pelo som”, reforça Nah Casoti. >
Para Daniel Simitan, o mais importante é a consciência. “A música nunca é neutra. Quando entendemos isso, conseguimos escolher melhor o que ouvimos e usar o som como aliado do equilíbrio emocional”, conclui. >
Escolher a trilha certa para cada momento é uma forma acessível de cuidar da saúde mental, melhorar a experiência cotidiana e compreender melhor como estímulos externos influenciam nossas emoções e decisões. >
Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem.
Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta