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4ª edição do Verão Cultural Sônia Cabral celebra a diversidade da produção capixaba

Apresentações culturais vão abordar temas como diáspora africana, cotidiano periférico, questões de gênero e muito mais

Julia Galter

Estagiária / [email protected]

Publicado em 26 de fevereiro de 2026 às 12:30

Palácio Sônia Cabral, no Centro de Vitória
Palácio Sônia Cabral, no Centro de Vitória Crédito: Edson Chagas/Arquivo AG

Muita música, teatro, dança e literatura: assim será a 4º edição do Verão Cultural do Sônia Cabral, que acontece entre os dias 4 e 15 de março. A programação é toda composta por projetos aprovados no Fundo de Cultura do Estado do Espírito Santo, o Funcultura.

Buscando evidenciar a diversidade e potência da produção artística capixaba, nesta edição o público poderá conferir montagens que abordam temas como diáspora africana, cotidiano periférico, questões de gênero, além de espetáculos voltados ao público infantil e celebrações literárias.

Mais do que uma programação, é um convite para que a população ocupe este espaço, vivencie diferentes linguagens artísticas e celebre a cultura conosco

Todas as atrações são gratuitas, e para prestigiar, basta retirar os ingressos na bilheteria no Palácio da Cultura Sônia Cabral, no Centro de Vitória. Recomanda-se chegar sempre 30 minutos antes de cada apresentação. 

Programação completa

4 de março

  • Espetáculo: Sonho de Liberdade, do grupo de teatro Afrocenas
  • Horário: 17h30
  • Sinopse: Sonho de Liberdade propõe uma reflexão sensível sobre a diáspora africana e a chegada de africanos escravizados ao Brasil, evidenciando marcas profundas deixadas na história e na cultura do país. Por meio de uma linguagem corporal intensa, a obra humaniza histórias silenciadas e desperta empatia, dialogando também com o ambiente escolar no enfrentamento do racismo, do preconceito e do bullying. A encenação reúne versos de Castro Alves e Martin Luther King, além de músicas de Naná Vasconcelos e Caetano Veloso, e se encerra com um diálogo com o público, ampliando a conscientização social.

5 de março

  • Espetáculo: Banda da Flor, do Circuito Avessinho
  • Horário: 14h
  • Sinopse: A Banda da Flor apresenta um show musical voltado para crianças, bebês e suas famílias, convidando o público a brincar, cantar e se conectar por meio da música. O repertório reúne canções autorais, clássicos do cancioneiro brasileiro e composições de parceiros, costurados por brincadeiras cantadas e jogos rítmicos que estimulam o corpo, a escuta, a imaginação e o fazer coletivo. Com uma abordagem sensível e participativa, o espetáculo cria um ambiente afetivo, onde crianças e adultos compartilham uma experiência musical de presença, troca e ludicidade.

6 de março

  • Espetáculo: Quatro Elementos, da Orbe Produções
  • Horário: 19h
  • Sinopse: Partindo do resgate da obra de Gilberto de Assis, principal pupilo de Mercedes Baptista, Quatro Elementos aborda, a partir da estética das danças afro-brasileiras e de diáspora, a força da natureza e suas vibrações energéticas. Essas potências reverberam nas manifestações e representações dos Orixás, estabelecendo correlações com o imaginário social e suas simbologias.

7 de março

  • Espetáculo: Presa Fácil, do coletivo Guaçuí em Cena
  • Horário: 19h30
  • Sinopse: O espetáculo narra a história de dois jovens marcados por um sequestro que se reencontram anos depois no mesmo cativeiro onde tudo aconteceu. Entre provocações, memórias distorcidas e verdades que resistem em emergir, eles revisitam feridas que não cicatrizaram. O que começa como um acerto de contas transforma-se em um mergulho profundo em temas como abandono, desigualdade e laços invisíveis. Aos poucos, a pergunta se desloca: quem foi vítima de quem? Em um duelo intenso, cada revelação os aproxima ainda mais do abismo onde suas histórias se cruzam para sempre.
Apresentações acontecem até dia 15 de março
Apresentações acontecem até dia 15 de março Crédito: Thamyres Valadares

8 de março

  • Espetáculo: Corpos Periféricos, da Cia Vitória Street Dance
  • Horário: 19h
  • Sinopse: Corpos Periféricos é um espetáculo de danças urbanas com influências da dança contemporânea que aborda o comportamento humano periférico — seus movimentos, angústias, alegrias, dores e singularidades. A obra evidencia o valor dos corpos que vivem nas periferias e que sustentam a sociedade, muitas vezes ocupando cargos subalternos e recebendo baixos salários, mas que ainda assim expressam uma alegria potente e uma cultura pulsante, viva e resistente.

11 de março

  • Espetáculo: O Roubo do Sol, da Cafetinaria e Gasparini Empreendimentos
  • Horário: 14h
  • Sinopse: Cocóri… cof, cof, cof. O galo perdeu a voz! Será que o dia vai nascer? Parece que o sol foi roubado… A paca empacou de medo, e o passarinho tenta encontrar uma solução. Quanta escuridão! Mas e se o sol foi roubado mesmo? Como os bichos vão resolver essa situação? A resposta você descobre neste espetáculo solaríssimo, cheio de humor, imaginação e encantamento.

12 de março

  • Espetáculo: Eremita, com o ator Mateus Schimith
  • Horário: 19h
  • Sinopse: Eremita lança-se por uma vereda poética, carregando o peso simbólico das memórias e incertezas de seu protagonista, em uma busca por se perder para se reencontrar. Em sua jornada pelo desconhecido, ele atravessa caminhos áridos, singra mares imaginários e mergulha nas profundezas de suas próprias reflexões. A encenação transita por múltiplos espaços e tempos circulares, convidando o espectador a reconhecer-se em suas próprias travessias, em um percurso sensível entre solidão, escuta e transformação.

13 de março

  • Mesa Comemorativa "O tempo que tramamos: leituras e conversas em cena", com o Elas Tramam
  • Horário: 19h30
  • Release: A mesa marca o lançamento das duas mais recentes coletâneas do projeto e inaugura oficialmente as comemorações de 10 anos do coletivo, celebrando trajetórias, encontros e processos construídos ao longo do tempo. O encontro reúne leituras de trechos das obras e um bate-papo aberto sobre criação artística, escrita e os diferentes tempos que atravessam a produção cultural — o tempo da memória, do processo, da escuta e da partilha. As conversas colocam em cena reflexões sobre como os trabalhos foram sendo tramados ao longo dos anos, entre experiências individuais e práticas coletivas, reafirmando o coletivo como espaço de criação, diálogo e continuidade.

15 de março

  • Espetáculo: Entre-me, do Ponto de Cultura Belas Artes Projetos Culturais de São Mateus
  • Horário: 19h
  • Release: Entre-me, dirigido e interpretado por Marcelo Oliveira, aborda de forma contundente temas como violência, abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes — assuntos ainda tratados como tabu em nossa sociedade. A obra reflete experiências vividas pelo artista e convoca o público a reconhecer os pedidos de ajuda silenciosos de tantas pessoas em situação de vulnerabilidade. Com uma linguagem que une dança contemporânea e reflexão crítica, o espetáculo propõe uma jornada de conscientização e destaca a importância de falar sobre essas questões de forma permanente e responsável.

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