O deputado estadual Fabrício Gandini (Cidadania) vai ingressar na Justiça, nesta sexta-feira (29), pedindo a anulação do processo de eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, realizada na manhã desta quarta-feira (27), de modo relâmpago e, segundo alega o deputado, sem que ele tivesse sido previamente comunicado pela Mesa Diretora. Na sessão, o atual presidente, Erick Musso (Republicanos), foi reeleito antecipadamente para um terceiro biênio à frente da Assembleia, de fevereiro de 2021 a fevereiro de 2013, com os votos de 24 dos 30 deputados. Gandini foi um dos cinco parlamentares que votaram contra a chapa encabeçada por Erick (houve uma ausência, de Theodorico Ferraço, do DEM) .
Muitos deputados, inclusive alguns que acabaram entrando na chapa eleita, foram pegos de surpresa com a convocação da eleição naquele momento.
O deputado do Cidadania alega ter sofrido cerceamento do seu direito político de lançar uma chapa, pela maneira como a eleição foi conduzida. A ação será movida por Gandini em seu próprio nome. Ele ainda estuda, com sua assessoria jurídica, a natureza da medida judicial a ser tomada (pode ser um mandado de segurança) e a instância na qual a ação será ajuizada. O que garante, por ora, é que com certeza tomará, nesta sexta-feira, alguma medida judicial cabível visando à anulação de todo o processo eleitoral. Segundo ele, é possível que outras pessoas, partidos e/ou outras entidades também levem o caso à Justiça.
Gandini, vale frisar, é o presidente da Comissão de Justiça da Assembleia, pré-candidato a prefeito de Vitória e hoje, na Casa, figura como um dos principais soldados da tropa de choque do governo Casagrande. Os respectivos partidos, Cidadania e PSB, mantêm no Estado uma aliança política que tende a ser replicada nas próximas eleições municipais, na Capital e em outros municípios estratégicos.