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De São Mateus

Capixaba morre atingido em ataque de drone na Guerra da Ucrânia

Jardel Sipriano Caetano deixou a cidade do Norte do Espírito Santo para servir ao exército ucraniano

Publicado em 01 de Maio de 2026 às 18:20

Beatriz Caliman

Publicado em 

01 mai 2026 às 18:20
Jardel Sipriano Caetano, nasceu em São Mateus
Jardel Sipriano Caetano, nasceu em São Mateus e foi combater na Guerra da Ucrânia, onde morreu Arquivo da família

Um jovem capixaba de 23 anos morreu na guerra na Ucrânia, na última quarta-feira (29). Segundo a prima dele, Ana Paula Caetano de Souza, Jardel Sipriano Caetano nasceu em São Mateus, região do Norte do Espírito Santo, e estava no país europeu desde o dia 28 de janeiro deste ano.


Ela conta ter recebido uma ligação contando que o soldado Jardel havia sido "tombado". Segundo ela, é uma linguagem que os militares usam quando há morte no combate. Ana Paula explicou que o primo foi atingido por um ataque de um drone ao parar ao lado do corpo de um amigo brasileiro, que estava morto.

O Jardel estava lá como um fuzileiro do Exército da Ucrânia. Fiquei sabendo de um sobrevivente que ele só morreu pelo drone pois estava passando, viu o amigo morto, não teve força e não conseguiu seguir em frente. Os amigos chamaram, falaram que ali era uma área muito perigosa, que os drones estavam em cima

Ana Paula Caetano de Souza  Prima 

A família não tem esperanças de trazer o corpo de volta ao Brasil. "Essa é a nossa maior dor. Segundo o que o sargento me contou, não vão mandar o corpo, pois não conseguiram resgatá-lo. A morte em si, a gente sofre a dor da perda e você não poder enterrar, sepultar, ver pela última vez o seu ente querido. "Dói mais ainda", contou Ana Paula.


Jardel Sipriano Caetano foi criado pela tia, mãe de Ana Paula, desde os seis anos de vida. De acordo com a familiar, ele sempre expressou a vontade de servir ao Exército ucraniano e fez amigos brasileiros no país europeu.  A guerra na Ucrânia começou em fevereiro de 2022, quando a Rússia invadiu o território vizinho.


“Ele foi muito corajoso, um guerreiro. Eu já o tinha como um herói, como uma pessoa que vai para uma guerra lutar por outro país, por amor ao próximo, pela paz daquele lugar. Para mim, uma pessoa dessa é um herói.  Nós vamos amá-lo eternamente”, disse Ana Paula. Em memória ao jovem, a família realizou um culto em casa na quinta-feira (30).


O Itamaraty foi procurado pela reportagem para saber se o governo brasileiro teria mais esclarecimentos sobre o caso, mas não houve retorno.

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