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Focado no Corinthians

Cuca diz em nota que não irá mais se manifestar sobre o caso de estupro

Treinador da equipe paulista vem sofrendo pressão da torcida por conta de uma condenação em um caso de estupro que ocorreu na Suíça em 1987

Publicado em 26 de Abril de 2023 às 17:27

Agência Estado

Publicado em 

26 abr 2023 às 17:27
Cuca não tem tido paz para trabalhar desde que assumiu o Corinthians
Cuca não tem tido paz para trabalhar desde que assumiu o Corinthians Crédito: Edu Andrade/Fatopress/Folhapress
O técnico Cuca não irá mais se pronunciar publicamente sobre a condenação por estupro à qual foi submetido na Suíça, no final da década de 1980. Em nota divulgada à imprensa, a advogada Ana Beatriz Saguas e o advogado Daniel Leon Bialski, responsáveis pela representação do treinador, informaram que qualquer manifestação sobre o caso será feita apenas por eles. O texto também diz que a defesa conta com representantes na Suíça.
"O treinador Cuca esclarece que está totalmente concentrado e empenhando toda a sua energia para o jogo decisivo que o time enfrentará nesta quarta-feira (26/04) e, diante das notícias veiculadas nos últimos dias a seu respeito, comunica que, a partir desta nota, ele se manifestará e será representado exclusivamente por meio de seus advogados que contam com representantes na Suíça", diz a nota.
O comunicado ainda reforça o discurso de inocência adotado por Cuca durante sua apresentação no Corinthians, na semana passada, quando disse que não foi reconhecido como um dos agressores pela vítima. "Desta forma, refuta as acusações que lhe são atribuídas, que remontam há mais de trinta anos e que foram investigadas e apuradas na ocasião. O treinador segue desempenhando seu trabalho com lisura e honradez há décadas e, por esta razão, não deverá tolerar afrontas e ofensas contra sua idoneidade, caráter e integridade", finaliza.
O advogado também validou as notícias publicadas pelo jornal Der Bund, de Berna, em 1989. A publicação apontou que o sêmen de Cuca foi encontrado na garota. De acordo com Egloff , o exame foi feito pelo Instituto de Medicina Legal da Universidade de Berna.
Em depoimentos à época, a vítima narrou ter sido segurada à força pelos quatro jogadores do Grêmio (Cuca, Eduardo Hamester, Henrique Etges e Fernando Castoldi), que permaneceram em cárcere por 30 dias. Fernando foi o primeiro a ser liberado, já que a sua participação no ato não foi comprovada. Em 1989, Cuca acabou condenado a 15 meses de prisão e ao pagamento de US$ 8 mil.
O julgamento foi feito à revelia, já que ele e os outros gremistas envolvidos no caso já haviam voltado ao Brasil depois de serem liberados ao fim da fase de instrução no processo. O processo está sob sigilo de 110 anos, protegido pela lei de proteção de dados da Suíça.
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