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Entrevista

Atacante Capixaba é a esperança para levar o Tondela à elite de Portugal

Daniel dos Anjos é de Boa Esperança e está há sete anos no futebol europeu. Com 9 gols na competição e sua equipe na quinta colocação, as chances de acesso à primeira divisão do Campeonato Português são reais

Publicado em 19 de Abril de 2024 às 08:48

Breno Coelho

Publicado em 

19 abr 2024 às 08:48
Daniel dos Anjos não descarta retorno ao Brasil e afirma que acompanha o futebol capixaba
Daniel dos Anjos não descarta retorno ao Brasil e afirma que acompanha o futebol capixaba Crédito: Divulgação/Kapta+
Ser um jogador de futebol é o grande sonho de boa parte das crianças brasileiras. Quem se arrisca em seguir essa carreira, geralmente começa a jogar no seu Estado, depois chama a atenção de um clube grande do país, se destaca e aí recebe uma proposta da Europa, considerado o auge da carreira de um atleta de futebol. No entanto, alguns jogadores pulam algumas dessas etapas, como é o caso de Daniel dos Anjos. 
O atacante de 28 anos, que atualmente está no Tondela, da segunda divisão portuguesa, é capixaba de Boa Esperança, região noroeste do Espírito Santo, e está há 7 anos atuando no futebol de Portugal. Ele é formado nas categorias de base do Flamengo, teve uma rápida passagem pelo Atlético-GO, mas logo foi vendido para o Benfica, um dos maiores clubes do país, onde atuou por quatro anos até ser vendido para o seu atual clube. 
Na atual temporada, Daniel tem 28 partidas disputadas na segunda divisão de Portugal e marcou 9 gols. Ele tem tentado levar o Tondela, que atualmente ocupa a quinta colocação, de volta à primeira divisão. Em entrevista exclusiva para a reportagem de A Gazeta, o atacante contou um pouco sobre sua história, falou da vida na Europa, as principais diferenças para o futebol brasileiro e planos para o futuro. Confira a entrevista completa abaixo.

Como foi sua infância em Boa Esperança? O que gostava de fazer, como era na escola…

Minha infância era boa, gostava de fazer tudo aquilo que a garotada brincava né, pique-esconde, queimada e outras brincadeiras que a gente gostava de fazer. Na escola eu era um aluno bom, fui 'atentado' algumas vezes, mas nunca deixei de respeitar meu professor, sempre fui respeitoso com todos.

Qual foi o primeiro contato com o futebol?

Meu primeiro contato com o futebol foi com 8 ou 9 anos de idade. Ganhei uma chuteira dos meus pais que começaram a me incentivar a jogar futebol, até então era somente para brincar, só que acabou extrapolando. Comecei a gostar mesmo, evoluir e ter paixão pelo futebol, a acompanhar o esporte. Depois eu decidi que seria uma coisa que eu correria atrás, que seria um sonho, não só meu, mas do meu pai e do meu avô também e eu queria realizar esse sonho para eles.

Chegou a jogar em algum clube capixaba, mesmo que nas categorias de base?

Nunca tive oportunidade em nenhum clube capixaba, apenas em escolinhas de Boa Esperança, depois em Nova Venécia também e aí acabei indo fazer testes em alguns clubes de fora do Estado.

Integrou a base do Figueirense e do Flamengo, mas se transferiu para o futebol português. O que o motivou a sair do país?

O que me motivou foi o que motiva muita gente. Quando se fala em jogar no futebol europeu, os nossos olhos brilham, né? Sem desprezar o Campeonato Brasileiro ou o futebol no Brasil, mas é o sonho de todo jogador, de buscar uma oportunidade, de disputar uma Liga dos Campeões, e como eu era novo foi uma boa oportunidade. Outra coisa que me motivou também foi o Benfica, ter uma oportunidade de ir para um grande clube português, e junto do meu empresário não pensei duas vezes e acabamos vindo para cá.

Como foi a adaptação a Portugal que, apesar de também ter o português como idioma, possui diferenças culturais?

A adaptação em Portugal foi tranquila. Era tudo novo, mas por a língua ser a mesma ajudou na adaptação, em conhecer a cultura e culinária de Portugal. A culinária é uma das coisas que eu mais gosto, hoje posso falar que aqui é o meu lar, até porque os meus filhos nasceram aqui, já estou aqui há 7 anos, me sinto bem no país e já tenho o título de cidadão português pelo tempo que estou jogando aqui.

E dentro de campo, quais são as principais diferenças para o futebol brasileiro?

A principal diferença é que aqui o futebol é mais compacto. Acho que no Brasil, como eles falam aqui, às vezes o jogo ‘parte’ muito, e aqui é mais compacto, o bloco fica junto, mas a qualidade técnica no Brasil é muito acima da média. A diferença maior é na intensidade e na compactação.

Como avalia a sua passagem atual pelo Tondela e quais são os próximos passos para a carreira? Pretende continuar e ajudar o clube a subir de divisão ou está aberto a oportunidades maiores?

Avalio minha passagem no Tondela como boa, tive altos e baixos, o que é normal na carreira de um jogador, mas é um clube que acolhe bem os jogadores, uma cidade muito acolhedora, a torcida apoia muito independente da situação. Sinceramente, ainda não conversei com o Tondela, mas a tendência é que eu procure outras oportunidades, mas sem desrespeitar o clube, ainda faltam seis jogos e neles eu vou dar o meu melhor, vou honrar essa camisa que me deu a oportunidade de jogar a Primeira Liga de Portugal e é um clube que eu tenho carinho e vou acompanhar sempre.

Por fim, em um futuro não tão distante, pretende voltar ao Brasil e jogar por um clube brasileiro? Quem sabe jogar em um clube capixaba, agora com clubes se tornando SAF´s?

Pretendo voltar, quero poder jogar uma Série A ou Série B, não sei, tem muitos times bons nessas divisões, estou aberto a tudo e a gente não sabe o dia de amanhã. Sobre os clubes capixabas, o Rio Branco e a Desportiva se tornaram SAF agora, vão ter um grande investimento, a gente sempre acompanha por ser do Espírito Santo, torcemos para que possam crescer no futebol nacional, e como eu disse, nunca sabemos o dia de amanhã, o futebol gira muito rápido e o futuro a Deus pertence.

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