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Investimento no Sul do ES

Fábrica vai produzir 34 milhões de rolos de papel higiênico por ano

Fábrica da Suzano que será construída em Cachoeiro de Itapemirim tem previsão para ficar pronta no quarto trimestre de 2020

Publicado em 19 de Dezembro de 2019 às 15:20

Públicado em 

19 dez 2019 às 15:20
Beatriz Seixas

Colunista

Beatriz Seixas

Linha de produção de papel higiênico na unidade Mucuri da Suzano Papel e Celulose, na Bahia Crédito: Ricardo Teles/Suzano
Um total de 34 milhões de rolos de papel higiênico. Essa é a quantidade do produto que vai ser produzida na fábrica da Suzano, prevista para ser construída em Cachoeiro de Itapemirim e inaugurada no quarto trimestre  de 2020. Em toneladas, isso representa 30 mil toneladas anuais.
O projeto da fábrica foi anunciado na manhã desta quinta-feira (19) pelo presidente da Suzano, Walter Schalka, em entrevista coletiva à imprensa no Palácio Anchieta, em Vitória, quando ele explicou que serão investidos R$ 130 milhões na planta.
Na ocasião, participantes do evento brincaram que a produção seria suficiente para atender a população do Espírito Santo, de aproximadamente 4 milhões de habitantes. Mas logo o secretário da Fazenda, Rogelio Pegoretti, disparou: "Eu te garanto que não!", arrancando risos de quem estava no local. Fazendo as contas, de que cada pessoa poderia usar apenas 8,5 rolos fabricados na unidade, realmente o secretário está certo. Não haveria produto suficiente para os capixabas.  Como o clima era de descontração, faltou só alguém pedir para a Suzano resolver esse problema construindo outra fábrica. 

PRODUTO MAIS EM CONTA

O presidente da Suzano, Walter Schalka, afirmou na coletiva que é possível que, com a produção local, o preço do papel higiênico chegue mais em conta para os consumidores capixabas, já que as despesas com transporte nesse segmento têm grande peso no custo total do produto.  Então, pode ser que haja um ganho no valor para o consumidor. Mas ele não precisou de quanto. 

BEM-HUMORADO E INFORMAL

Foi a primeira vez que o presidente da Suzano, Walter Schalka, esteve no Estado para conversar com a imprensa. Durante a coletiva  no Palácio Anchieta, não faltou bom-humor e informalidade, características que nem sempre andam de mãos dados com executivos do peso de Schalka.  Ele, que usava uma camisa social, mas sem terno, chegou a brincar que não estava vestido a altura dos demais, especialmente da equipe de governo.  Mas justificou o "dress code" explicando que ele iria para a fábrica de Aracruz e, portanto,  o terno não fazia muito sentido. 
O governador do Estado, Renato Casagrande, e o presidente da Suzano, Walter Schalka, em coletiva de imprensa no Palácio Anchieta Crédito: Hélio de Queiroz Filho/Secom

Beatriz Seixas

Jornalista de A Gazeta, há mais de 10 anos acompanha a cobertura de Economia. É colunista desde 2018 e traz neste espaço informações e análises sobre a cena econômica

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