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Economia

Exploração de petróleo e gás em campos terrestres é promissora no ES

A exploração do petróleo e gás do onshore promove o desenvolvimento regional descentralizado ao envolver diversos segmentos econômicos dos municípios da região

Publicado em 06 de Dezembro de 2019 às 04:00

Públicado em 

06 dez 2019 às 04:00
Aldren Vernersbach

Colunista

Aldren Vernersbach

Petróleo: produção em campos terrestres Crédito: Reprodução
O Espírito Santo é um dos Estados brasileiros com reservas de petróleo e gás natural no ambiente onshore (em terra) e no ambiente offshore (no mar), o que lhe garante vantagens oriundas da possibilidade de atrair investimentos de diferentes dimensões no setor de óleo e gás. No onshore, o ES possui 25,2 milhões de barris de petróleo e 233 milhões de m³ de gás natural, ambos em reservas provadas.
Objetivando incentivar o desenvolvimento da exploração dessas reservas onshore, o Ministério de Minas e Energia (MME) instituiu o Programa de Revitalização das Atividades de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural em Áreas Terrestres (REATE). O programa tem como objetivo propor e monitorar ações, projetos e políticas voltadas ao incremento das atividades de exploração e produção de petróleo e gás natural em terra.
Do total de bacias sedimentares terrestres, 25 apresentam algum interesse para atividades de exploração e produção (E&P) de petróleo e gás natural, sendo apenas cinco consideradas como bacias maduras (Alagoas, Sergipe, Espírito Santo-Mucuri, Potiguar e Recôncavo), ou seja, bacias densamente exploradas. Nesse sentido, o programa contribui para que a bacia terrestre capixaba, também identificada como uma das de maior potencial petrolífero, seja ainda mais explorada, permitindo novos investimentos e o desenvolvimento de projetos integrados.
O potencial de monetização do gás do onshore está relacionado à possibilidade da sua transformação em insumo para a indústria petroquímica; combustível para veículos; combustível para o setor siderúrgico; geração de energia termelétrica; e cogeração de energia. A exploração do petróleo onshore pode ser atrelada à atividade de refino, modelada em minirrefinarias regionais de combustíveis, bem como às plantas industriais petroquímicas, integrando os segmentos da cadeia produtiva, o que resulta em maior eficiência e desenvolvimento do setor e da região onde estão as reservas.
O Espírito Santo é o único Estado da Região Sudeste e Região Sul que possui atividades relevantes já executadas no onshore. Essa é mais uma vantagem capixaba, uma vez que essa área é a mais desenvolvida, industrializada e o maior mercado consumidor do país, tornando as reservas em terra do Espírito Santo (em São Mateus, Conceição da Barra, Jaguaré, Sooretama e Linhares) ainda mais atrativas devido às oportunidades de negócios no setor. A Imetame Energia, empresa capixaba, já iniciou os investimentos na área.
É essencial destacar que a exploração do petróleo e gás do onshore promove o desenvolvimento regional descentralizado, ao envolver diversos segmentos econômicos dos municípios da região em que as atividades são executadas, podendo contribuir para o crescimento da economia do interior do ES.
Nesse sentido, o governo do Espírito Santo e governos municipais podem auxiliar na atração desses investimentos, com a divulgação do ambiente de negócios estadual, e servindo de agentes criadores de sinergia entre empresas dessa cadeia produtiva, destacadamente as multinacionais e as empresas capixabas potenciais fornecedoras do setor. Portanto, a exploração de petróleo e gás onshore pode ser um vetor ainda maior de desenvolvimento regional para o Espírito Santo, uma oportunidade que deve ser ainda mais explorada.

Aldren Vernersbach

A economia capixaba tem espaço aqui, com textos do economista, pesquisador e consultor, vinculado ao Instituto de Economia da UFRJ, membro do GEE, economista-membro da International Association for Energy Economics (IAEE) e do Institute for New Economic Thinking (INET)

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