O Estado do Espírito Santo está subdividido em dez microrregiões, de acordo com a metodologia desenvolvida pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN). A Região Metropolitana da Grande Vitória é a área do Estado mais desenvolvida, com aproximadamente 50% da população estadual, onde está localizado o complexo logístico e industrial capixaba, estando ainda interligada a uma microrregião industrial que se expande ao Sul do Espírito Santo.
Essa concentração populacional e industrial/econômica resulta na condução automática dos investimentos para a área de grande aglomeração urbana. Contudo, os municípios das demais regiões capixabas possuem potencialidades a serem desenvolvidas. A agricultura – majoritariamente composta pela cafeicultura e fruticultura – é a principal atividade econômica das cidades do interior do Estado, com um potencial agroexportador e agroindustrial ainda a ser explorado.
Essas atividades econômicas podem ser amplamente desenvolvidas, criando-se toda a sua cadeia produtiva no Espírito Santo, do plantio à exportação, ou industrialização da produção e exportação. Para tanto, são necessários investimentos em (i) infraestrutura, para o escoamento dos produtos; (ii) tecnologia, para a modernização, digitalização e aumento da eficiência produtiva; e (iii) integração econômica, visando aumentar a dimensão da agroindústria e indústria alimentícia capixaba.
Para viabilizar a infraestrutura é preciso investimento público ou a criação de parcerias público-privadas. Já o investimento do agricultor em tecnologia no campo exige a elaboração de modalidades específicas de financiamento desse investimento, adequadas às particularidades da atividade agrícola. O Banco de Desenvolvimento do Estado do Espírito Santo (Bandes) historicamente desempenha muito bem a tarefa de financiar as atividades agropecuárias no Estado. O novo foco seria especificamente a tecnologia/digitalização da produção agrícola, objetivando torná-la ainda mais eficiente e, consequentemente, competitiva a nível nacional e global.
Já a integração econômica com a Grande Vitória é uma oportunidade de desenvolver a agroindústria e a indústria alimentícia local, valendo-se da infraestrutura logística da região. Vale ressaltar que a criação desses segmentos industriais no interior capixaba também demanda alternativas de financiamento e auxílio baseado em incentivos dos mais diversos. Novamente, a viabilização desse plano está assentada na oferta de financiamento e no apoio institucional do Estado e organizações que visam ao desenvolvimento do Espírito Santo.
A agricultura capixaba pode ter a sua cadeia produtiva expandida, criando-se elos industriais. Nesse sentido, a agroindústria e a indústria alimentícia apresentam-se como segmentos capazes de estimular o desenvolvimento dos municípios do interior do Estado.