A WSL abre a temporada do Circuito Mundial de 2026 nesta semana com um cenário diferente, dentro e fora d'água. Novo calendário, formato mais direto, mudanças estruturais e o retorno de nomes de peso colocam o tour em um dos momentos mais interessantes dos últimos anos. A primeira etapa acontece em Bells Beach e já pode começar nesta terça-feira, com janela aberta até 11 de abril. A temporada volta a decidir o título mundial no ranking geral, os famosos pontos corridos, com final em Pipeline, no Havaí.
O Brasil vai ter dez representantes no CT, sendo nove no masculino e um no feminino. Entre os homens, o país conta com um quarteto de peso formado por quatro campeões mundiais: Yago Dora, atual campeão, Filipe Toledo, Italo Ferreira e Gabriel Medina, que retorna ao circuito após mais de um ano afastado. Completam a delegação Miguel Pupo, João Chianca, Alejo Muniz, Samuel Pupo e Mateus Herdy, único estreante brasileiro na temporada. No feminino, a brasileira será Luana Silva.
Medina em clima de recomeço
O retorno de Gabriel Medina é um dos grandes pontos da temporada. Fora do circuito por mais de um ano, o tricampeão mundial volta como wildcard em um momento que ele mesmo define como um "novo começo". A volta vem com mudança importante fora d'água: Medina terá como treinador o também campeão mundial Adriano de Souza. A parceria marca uma nova fase na carreira do brasileiro, que busca o quarto título mundial.
Etapa inédita
Uma das principais novidades do calendário é a saída de Jeffreys Bay, substituída pela etapa da Nova Zelândia. O novo evento acontece em Raglan, com as disputas concentradas em Manu Bay, uma das esquerdas mais longas e consistentes do mundo. A mudança atende a um pedido antigo dos atletas por mais ondas de performance para a esquerda no tour e altera de forma relevante o equilíbrio técnico da temporada.
Menos margem para erro
Dentro d'água, a WSL adotou um formato mais direto, aumentando a pressão desde a primeira bateria. As tradicionais baterias com três atletas deixaram de existir. A partir de 2026, todos os confrontos são diretos, no formato "mata-mata". No masculino, o evento começa com uma fase eliminatória envolvendo os surfistas de ranking mais baixo e convidados.
Eles disputam baterias logo de cara, e apenas os vencedores avançam para enfrentar os principais cabeças de chave na fase seguinte. Ou seja: parte do tour já entra sob risco de eliminação imediata, sem aquela segunda chance, a repescagem, que existia nos anos anteriores. No feminino, com o aumento do número de atletas, as oito mais bem colocadas do ranking avançam direto para a segunda fase, enquanto as demais disputam a primeira rodada.
Corte diferente
O tradicional "corte" de meio de temporada foi reformulado. Ninguém é eliminado do circuito, mas apenas os mais bem colocados avançam para as duas últimas etapas antes da decisão em Abu Dhabi e Portugal. Para isso, serão considerados os sete melhores resultados de cada atleta nas nove primeiras etapas do ano.
Já a disputa pelo título mundial volta a ser definida no ranking geral, nos pontos corridos. E com um detalhe importante: todos os atletas retornam para a etapa final em Pipeline, que terá peso maior. A vitória no evento vale 15 mil pontos, contra 10 mil das demais etapas, mantendo a briga pelo título aberta até o fim.
Calendário do CT 2026
- Bells Beach (Austrália) -- 1º a 11 de abril
- Margaret River (Austrália) -- 16 a 26 de abril
- Gold Coast (Austrália) -- 1º a 11 de maio
- Raglan (Nova Zelândia) -- 15 a 25 de maio
- El Salvador -- 5 a 15 de junho
- Saquarema (Brasil) -- 19 a 27 de junho
- Teahupo'o (Taiti) -- 8 a 18 de agosto
- Fiji -- 25 de agosto a 4 de setembro
- Lower Trestles (EUA) -- 11 a 20 de setembro
- Abu Dhabi -- 14 a 18 de outubro
- Peniche (Portugal) -- 22 de outubro a 1º de novembro
- Pipeline (Havaí) -- 8 a 20 de dezembro