Heriklis Douglas
A falta de sinalização e as precárias condições da pista têm aumentado o risco de acidentes no trecho norte da BR 259, no Espírito Santo. Motoristas relatam que os problemas na infraestrutura da rodovia se repetem ao longo de grande parte da via. Durante o dia, o perigo já é evidente. Mas é no fim da tarde, porém, que a situação se agrava ainda mais por causa da baixa visibilidade. A preocupação tem motivo: em menos de 15 dias, três acidentes graves foram registrados na estrada.
No dia 30 de março, uma mulher de 31 anos morreu após a moto em que estava bater em um carro, em Colatina. Na mesma semana, em João Neiva, Uma colisão envolvendo três veículos deixou uma pessoa morta e três feridas. Seis dias depois, outro caso: um carro e um caminhão carregado de bebidas bateram em Acioli, distrito de João Neiva, e a carga ficou espalhada na pista.
Quem utiliza a rodovia com frequência aponta uma série de problemas e cobra mais atenção dos órgãos competentes.
Está muito mal sinalizada e repleta de buracos. A faixa de divisão de 90% da pista você não vê. As placas escondidas, capim tomando conta. Os remendos quando fazem é mal feito e mesmo assim fica uma lombada, parece mais um quebra-molas
Ronaldo Morozeski
Pedreiro
Está precisando de bastante reparo. Vim de Mantena e vi muitos buracos”
Ademilton Pereira dos anjos
Promotor de vendas
Em vários pontos as faixas estão apagadas, o mato alto cobre as placas ou não existe acostamento, o que compromete a orientação dos motoristas e aumenta o risco para quem passa pela rodovia. Com tantos problemas, dirigir pela BR 259 exige atenção redobrada. Os condutores relatam que, ao tentar desviar de buracos, muitos acabam invadindo a contramão, o que pode provocar novas colisões.
Diante desse cenário, cresce a cobrança por melhorias. Usuários da rodovia afirmam que pagam caro para trafegar, mas não observam retorno em segurança, e temem que, sem intervenções urgentes, novos acidentes continuem acontecendo.
A reportagem tentou contato com o Dnit, mas até a publicação desta reportagem não houve retorno.