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Operação

PF prende prefeito e ex-prefeito de Pedro Canário

Mandados foram cumpridos na manhã desta terça-feira (26)

Publicado em 26 de Maio de 2026 às 08:24

Tiago Alencar

Publicado em 

26 mai 2026 às 08:24
Kleilson Rezende, prefeito de Pedro Canário, e Bruno Araújo, ex-prefeito
Kleilson Rezende, prefeito de Pedro Canário, e Bruno Araújo, ex-prefeito Divulgação

A Polícia Federal prendeu, na manhã desta terça-feira (26), o prefeito e o ex-prefeito de Pedro Canário. A informação foi confirmada à reportagem de A Gazeta logo após o cumprimento dos mandados expedidos contra Kleilson Rezende (PSB) e Bruno Araújo (PDT), respectivamente.


As prisões são o principal desdobramento da Operação Eco da Fraude II, que investiga um suposto esquema de corrupção e desvio de recursos públicos ligados à realização do evento "XXXIV Forró da Tábua Lascada".


Também são cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, todos expedidos pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES). A Justiça também determinou o afastamento cautelar do prefeito e de um servidor municipal, além de autorizar outras medidas investigativas e bloqueios patrimoniais.


Segundo as investigações da PF, conduzidas pela delegacia de São Mateus, há indícios de uma organização criminosa estruturada, formada por agentes públicos e empresários. O esquema funcionava a partir da manipulação de processos licitatórios e do superfaturamento de contratos públicos, gerando o pagamento de vantagens indevidas.


Para mascarar o caminho do dinheiro desviado, o grupo contava com um sistema de lavagem de capitais. A PF identificou movimentações financeiras incompatíveis com a capacidade econômica dos investigados e a utilização de contas de terceiros — além de operadores financeiros — para fazer o dinheiro circular em espécie, ocultando a origem ilícita dos recursos.


As medidas cumpridas nesta terça-feira visam a aprofundar a coleta de provas, identificar outros possíveis envolvidos, paralisar as atividades do grupo criminoso e garantir o ressarcimento aos cofres públicos.


Os investigados podem responder, em tese, pelos crimes de corrupção ativa e passiva, fraude em licitação, peculato-desvio, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Caso sejam condenados, as penas somadas podem ultrapassar 30 anos de prisão.



Com informações da Polícia Federal

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