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Operação Lastro

PF mira empresa suspeita de fraude bancária com duplicatas falsas em Linhares

Mandados de busca foram cumpridos em investigação sobre esquema que usava duplicatas sem lastro para obter crédito de forma irregular na Caixa Econômica Federal.

Publicado em 19 de Maio de 2026 às 11:49

Redação de A Gazeta

Publicado em 

19 mai 2026 às 11:49
Viatura da Polícia Federal
Viatura da Polícia Federal Divulgação

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (19), a Operação Lastro, com o objetivo de investigar um esquema de fraude bancária contra a Caixa Econômica Federal em Linhares, no Norte do Espírito Santo.


Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão no município. A investigação apura o uso de duplicatas sem lastro comercial — ou seja, títulos emitidos sem a existência de uma negociação real — para obtenção de crédito junto à instituição financeira.


De acordo com a PF, a empresa investigada utilizava o sistema de desconto de duplicatas para antecipar valores com base em supostas vendas. No entanto, empresas indicadas como compradoras negaram qualquer relação comercial com a investigada.


As apurações indicam que o esquema teria começado com operações legítimas dentro do limite de crédito disponibilizado pelo banco, o que ajudou a dar aparência de regularidade às movimentações. Com o tempo, porém, passaram a ser emitidos títulos sem qualquer prestação de serviço ou venda efetiva.


Ainda segundo a investigação, as duplicatas eram descontadas por meio do internet banking empresarial, com os valores depositados diretamente na conta da empresa. Os boletos de cobrança, no entanto, não eram enviados aos supostos devedores, o que teria atrasado a descoberta da fraude.


O caso veio à tona após empresas procurarem a Caixa relatando cobranças referentes a títulos que afirmavam desconhecer.


Durante a apuração, a Polícia Federal realizou oitivas, análises de documentos e exames em sistemas eletrônicos, que permitiram identificar dispositivos utilizados nos acessos bancários e indícios da atuação dos investigados na rotina financeira e administrativa da empresa.


Os envolvidos poderão responder, em tese, pelo crime de duplicata simulada, previsto no Código Penal, com pena de dois a quatro anos de detenção, além de multa. Outros crimes também podem ser incluídos ao longo das investigações.

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