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Lavagem de dinheiro

Operação da PF mira grupo suspeito de fraudar licitações em São Mateus

Ação cumpre 15 mandados de busca e apreensão. Foram bloqueados R$ 1,2 milhão em dinheiro e outros bens, como imóveis, dos envolvidos no suposto esquema
Adrielle Mariana

Publicado em 

09 abr 2026 às 10:23

Publicado em 09 de Abril de 2026 às 10:23

Operação da Polícia Federal investiga fraudes, corrupção e lavagem de dinheiro e bloqueia até R$ 1,2 milhão no ES
Crédito: Polícia Federal
Uma operação da Polícia Federal, realizada na manhã desta quarta-feira (9), em São Mateus, no Norte do Espírito Santo, mira suspeitos de participar de um esquema de fraudes, corrupção e lavagem de dinheiro. Batizada de 'Nêmesis', a ação apura irregularidades em contratos da administração municipal na época do ex-prefeito Daniel Santana Barbosa (Daniel da Açaí).

Diante dos indícios de irregularidades, a Justiça determinou o bloqueio de bens e imóveis que podem chegar a R$ 1,2 milhão.
Segundo a PF, o grupo suspeito utilizava mecanismos para burlar licitações, direcionar contratos e superfaturar serviços. Parte dos valores supostamente obtidos de forma irregular seria repassada como vantagem indevida a agentes públicos e, depois, era ocultada por meio de transações financeiras. 

Ao todo, foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão.Em janeiro, a Justiça Federal aceitou denúncia contra o ex-prefeito e outras 14 pessoas por suposta fraude.

Embora a Polícia Federal não tenha divulgado oficialmente os nomes de todos os envolvidos nesta fase da investigação, um dos alvos confirmados das buscas foi a residência do ex-prefeito "Daniel da Açaí". Viaturas da PF foram vistas na casa do político por volta das 6h da manhã, gerando grande movimentação no local.
Além de São Mateus, outros três municípios foram alvo, sendo Linhares (Norte do ES), Valença e Teixeira de Freitas, os dois últimos na Bahia.
De acordo com a PF, durante a operação, foram apreendidos R$ 86 mil em dinheiro, aproximadamente R$ 2 milhões em cheques e três veículos. Se as suspeitas forem confirmadas, os investigados podem responder por crimes como fraude em licitação, corrupção e lavagem de dinheiro. Somadas, as penas podem passar de 30 anos de prisão, além de incluir o pagamento de multas.

A suspeita é que o grupo utilizava de forma irregular atas de registro de preços de outros órgãos para burlar processos licitatórios. Com a atuação coordenada entre agentes públicos e empresários, o esquema promovia o direcionamento de contratações e o superfaturamento de serviços para garantir o pagamento de propinas.

Daniel Santana já tem histórico com a Justiça e chegou a ser preso pela Polícia Federal em 2021. Na época, ele foi alvo de uma operação que apurava um outro suposto esquema de fraudes que ultrapassava a marca de R$ 50 milhões, ocasião em que os agentes encontraram R$ 400 mil em espécie guardados em sua casa.

Em nota, a defesa do ex-prefeito disse que "Daniel enfrenta acusações infundadas desde o dia que decidiu ingressar na política e exercer mandatos voltados para uma população que sempre foi excluída. Ele segue confiante na justiça divina e sempre estará à disposição da justiça dos homens. Ele tem a convicção de que após os esclarecimentos o inquérito será arquivado.

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