Em discurso durante a participação na 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, em Aracruz, no Norte do Espírito Santo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usou a destruição ocorrida na Faixa de Gaza, após ataques promovidos por Israel, para se referir ao que chamou de "terra arrasada" que disse ter herdado no país após a gestão de Jair Bolsonaro (PL), entre 2019 e 2022.
“Destruir é muito fácil e construir é muito difícil. Quantos anos os palestinos levaram para construir as suas casinhas lá em Gaza e em poucas horas o Netanyahu (primeiro-ministro de Israel) destruiu e matou milhares de mulheres e crianças. Porque destruir é fácil. Quanto tempo nós levamos para construir as coisas nesse país e quão pouco tempo foi necessário para ‘eles’ destruírem grande parte das coisas que nós fizemos", disse Lula.
Ao citar "eles", sem especificar nomes, em alusão ao que tratou como "destruição" sofrida pelo país, o presidente se referiu à gestão de Jair Bolsonaro, por ter acabado com o Ministério da Cultura em 2019 e cortado políticas públicas em diferentes setores.
Ainda durante a fala, Lula disse que, ao voltar à presidência, encontrou “um país de terra arrasada”, onde os ministérios da Cultura, da Educação e da Saúde estavam sendo “destruídos” e precisaram de tempo para se reestabelecerem.
Ao mencionar os próximos passos no governo, em discurso com tom eleitoral, o presidente pediu o engajamento do público na proteção das instituições do país e da formação de gerações futuras.
"O que está em jogo é a democracia desse país. O que está em jogo é a civilidade nesse país. O que está em jogo é o jeito de a gente educar nossas crianças e educar o respeito às mulheres nesse país", afirmou.
Durante o evento, o presidente entregou certificados de reconhecimento aos agentes culturais e repassou veículos adaptados com infraestrutura cultural para município, parabenizando a atuação da ministra da Cultura, Margareth Menezes, e outras autoridades presentes.
Imagens da visita de Lula a Aracruz