Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Eleições 2024

Decisão do TSE pode mudar número de vereadores em Guarapari; entenda

Decisão é resultado de recurso feito por ex-vereador

Publicado em 28 de Agosto de 2026 às 22:12

Tiago Alencar

Publicado em 

28 ago 2026 às 22:12
Vereadores aprovaram
Sede da Câmara Municipal de Guarapari Reprodução

Uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pode mudar a composição da Câmara de Guarapari. O ministro Dias Toffoli reconsiderou a decisão assinada em julho, e reconheceu fraude à cota de gênero na chapa de vereadores do Democracia Cristã (DC) nas eleições de 2024, determinando a anulação de todos os votos recebidos pelo partido na disputa. 


O novo entendimento do magistrado, assinado no último dia 18, cassa os diplomas dos candidatos eleitos pela legenda. Além disso, a Justiça Eleitoral terá de refazer o cálculo que definiu a distribuição das vagas.


A decisão é resultado de recurso apresentado ao TSE pela defesa do ex-vereador Leonardo Pessanha Dantas, na esfera de uma ação sobre duas candidaturas femininas na chapa proporcional lançada pela legenda em 2024. 


O caso, por sua vez, chegou ao TSE depois de o Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo (TRE-ES) concluir que não havia provas suficientes para confirmar a fraude, decidindo por julgar a denúncia improcedente.


Atualmente, a Câmara de Guarapari tem 17 vereadores, sendo que dois deles são do DC. Ocupam cadeiras na Casa de Leis pela legenda os parlamentares Adma Santana e Leandro Inácio. Na noite desta sexta-feira (28), o presidente estadual do DC, Marcos Caran, afirmou que recorrerá da decisão do ministro

Por que Toffoli reconheceu a fraude

Um dos pontos centrais da decisão foi a renúncia de uma das candidatas, em 28 de agosto de 2024. Segundo Toffoli, o partido foi informado no dia seguinte e ainda tinha 19 dias para substituí-la ou reduzir o número de homens na chapa. 

A defesa alegou que a desistência foi voluntária e que não havia candidatura simulada. O ministro, porém, entendeu que o partido sabia da renúncia e teve tempo para corrigir a composição da chapa.


Em relação à outra candidata, Toffoli destacou a votação de apenas 15 votos, a falta de apoio partidário e a ausência de atos efetivos de campanha. Houve uma única publicação sobre a candidatura e uma doação de R$ 700 em material de campanha. Para o ministro, esses elementos, analisados em conjunto, comprovaram a fraude à cota de gênero.


Com a decisão, foram cassados o registro da chapa do Democracia Cristã e os diplomas dos candidatos eleitos ligados ao partido. Os votos da legenda para vereador também foram anulados, e a Justiça Eleitoral terá de refazer o cálculo que definiu as cadeiras da Câmara de Guarapari. A decisão não aponta quem perderá ou ganhará as vagas. Isso será definido após a nova totalização dos votos.


Por nota, o advogado Rodrigo Fardin,  que fez a defesa de Leonardo Pessanha no recurso ao TSE, afirma que “o acórdão do TRE contrariava precedentes reiterados do próprio TSE e a Resolução editada pela Corte para aquele pleito. O que a decisão faz é restabelecer a correta aplicação da legislação ao caso”.

Leia mais  

Decisão do TSE pode mudar número de vereadores em Guarapari; entenda

Os destaques da estreia dos candidatos ao Senado na TV. A de Maguinha surpreendeu

Quaest: 63% dos eleitores querem que o próximo governador do ES faça mudanças

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem BBC Brasil
Flávio Bolsonaro na Globo: o que disse o candidato à Presidência na entrevista à emissora
PRF recupera carro roubado e detém dois procurados na BR 101 no ES
PRF recupera carro roubado e prende dois procurados na BR 101 no ES
Bruno Trindade da Silva, conhecido como “MM”
Apontado como líder do PCV e suspeito de articular ataques a ônibus é preso

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados