Vingança por troca de facção: esta foi a motivação do crime que terminou com o assassinato de Jhonatas dos Santos Almeida, de 20 anos, morto após serem disparados 10 tiros contra ele, no bairro Santa Rita, em Vila Velha. O caso aconteceu há quase um ano, mas o inquérito foi concluído pela Polícia Civil neste mês.
O delegado Cleudes Junior contou que Jhonatas era da facção carioca Terceiro Comando Puro (TCP), atuando na região da Sebastião Inácio e QG, em Santa Rita. Porém, decidiu trocar para o Primeiro Comando de Vitória (PCV), tornando-se gerente do tráfico e atuando na área do Pingo D'Água, no mesmo bairro.
"Em razão dessa desistência, dele ter partido para uma outra facção, os integrantes da facção anterior ordenaram a morte dele", disse o delegado.
De acordo com a PC, dois dos envolvidos já estão presos e quatro seguem foragidos. São eles:
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Margleydson Ferreira de Oliveira, de 32 anosMandante do crime e foragido da Justiça -
Rodrigo de Almeida Silva, vulgo Jabalau, de 34 anosMandante do crime e foragido da Justiça -
Vinicios Araújo, vulgo Memé, de 26 anosAutor do crime e foragido da Justiça -
Iago Augusto Pereira Amorim, vulgo Boquinha, de 25 anosAutor do crime e foragido da Justiça -
Carlos Flávio dos Santos, vulgo Vinicius Junior, de 27 anosAutor do crime e preso em 20/04/2026 -
Vinicios Gonçalves da Silva, vulgo FamosinhoAutor do crime e preso em 13/05/2026
A polícia explicou que a prisão preventiva foi decretada para todos e que os foragidos já são réus, após a corporação enviar uma denúncia que foi recebida pela 4ª Vara Criminal de Vila Velha. Denúncias podem ser feitas pelo Disque-Denúncia 181, pelo WhatsApp 27 99253-8181 ou pelo site, clicando aqui.
Emboscada, segundo a polícia
O alvo dos atiradores saía da casa da namorada, quando foi morto com 10 disparos de arma de fogo em plena luz do dia. Segundo a polícia, quatro homens estavam aguardando Jhonatas: dois em um carro e os outros em uma esquina. O delegado avalia que foi uma emboscada.
"Foi uma emboscada, porque eles estavam esperando ele. Já sabiam que ele estava na casa da namorada. Eles estavam num carro que, até o presente momento, não foi identificado. E aí, no momento em que ele desce da casa dela, coloca o capacete, mas, quando ele vai montar, já é surpreendido pelos disparos", detalhou.
Jhonatas já possuía uma certa relevância no tráfico de drogas na região de Santa Rita, em Vila Velha, com diversas passagens por tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo. Quando trocou de facção, começou a ser ameaçado por integrantes do TCP e, segundo o delegado, ele sempre portava uma arma, sendo essa a justificativa dele estar armado no momento do ataque.