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Empresário preso

Seis toneladas de carne clandestina são apreendidas em Vila Velha

De acordo com a Polícia Civil, é a terceira vez que o estabelecimento é alvo de fiscalização, sendo esta a segunda somente neste ano. O estabelecimento foi interditado e o empresário preso

Publicado em 12 de Julho de 2023 às 18:02

Redação de A Gazeta

Publicado em 

12 jul 2023 às 18:02
Seis toneladas de carne clandestina foram apreendidas em um frigorífico localizado em Ilha das Flores, Vila Velha, na última terça-feira (11) pela Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor do Espírito Santo (Decon). O estabelecimento foi interditado e o empresário responsável acabou preso e autuado por fabricar produtos fora das normas, propaganda enganosa e vender alimentos impróprios para o consumo humano.
É a terceira vez que o estabelecimento é alvo de fiscalização, sendo esta a segunda somente neste ano. 
De acordo com a polícia, durante a operação foi constatado que as carnes eram embaladas fora das regras da Vigilância Sanitária, tinham rótulos que não condiziam com a realidade da produção e eram conservadas de forma precária.
O superintendente do Procon de Vila Velha, George Pereira Alves, afirmou que o frigorífico está impedido de funcionar até o estabelecimento se adequar à legislação.
"Esse local não pode funcionar porque hoje o Procon deu uma decisão cautelar, ou seja, no bojo do processo, impedindo essa empresa de continuar funcionando até que demonstre, por meio de documentos, alvarás que podem operar de forma segura sem colocar em risco a saúde da nossa gente"
George Pereira Alves - Superintendente do Procon de Vila Velha
A operação foi realizada em parceria com a Prefeitura de Vila Velha, por meio do Procon Municipal, e o Instituto de Defesa Agrária e Florestal (Idaf), com o objetivo de combater o comércio clandestino de carne.
O empresário preso foi encaminhado ao Centro de Triagem de Viagem (CTV). De acordo com a Polícia Civil, a pena pode chegar a cinco anos de prisão.

Para onde iam as carnes?

Ainda segundo a operação, foram encontradas 400 notas fiscais de carnes vendidas e todos os destinatários serão investigados pela polícia.
De acordo com o delegado Eduardo Passamani, os policiais e fiscais encontraram carnes com rótulos que induziam o consumidor ao erro, além de outras irregularidades.
"Ele dizia que produzia em um lugar, mas produzia em outro totalmente insalubre, sem condições", destacou o delegado.
O delegado descreveu o estado em que algumas carnes foram encontradas.
"Foi encontrado carne, atestado pelos médicos veterinários, imprópria para consumo, e que aparentava uma coloração amarelada, apresentava odor e indícios que poderia ter a colonização de microbactérias e microrganismos, que poderiam fazer mal à saúde humana", disse o delegado.
A polícia explicou ainda que não foi a primeira vez que o frigorífico foi alvo de operação. Em março deste ano, uma ação de fiscalização apreendeu no estabelecimento 14 toneladas de carne suína de origem clandestina.
Com informações de Any Cometti, da TV Gazeta e g1 ES.

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