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Reviravolta

Pai que matou pedreiro soube há dias que filha teria sido estuprada

De acordo com a defesa do acusado, a menina contou recentemente, há 5 dias, para a madrasta que teria sido vítima de abuso sexual ocorrido há anos

Publicado em 08 de Agosto de 2019 às 17:31

Isaac Ribeiro

Publicado em 

08 ago 2019 às 17:31
O entregador Mário César Gadiol, 30 anos, preso na manhã desta quinta-feira (08) por matar o pedreiro Aloísio da Silva Bandeira, de 43 anos, soube há cinco dias que a filha teria sido abusada sexualmente pela vítima. De acordo com Mário César, o crime teria ocorrido há cerca de quatro anos, quando a mulher de Aloísio, uma dona de casa de 51 anos, era a babá da filha dele.
Mário César Gadiol confessou que cometeu o crime porque sua filha foi estuprada pelo pedreiro Crédito: Reprodução/TV Gazeta
Atualmente, a menina que teria sofrido o abuso, tem 12 anos de idade. 
A advogada Carolina Bianchi, que defende o acusado, contou que o entregador ouviu uma conversa entre a filha e a mulher dele, madrasta da menina, há cinco dias. Segundo Carolina, foi a primeira vez que criança relatou que havia sofrido abuso. Os pais são separados.
 “A menina vive com a mãe e não tinha contado nem para ela. O caso aconteceu quando ela tinha entre 7 e 8 anos. Desde então, ficou introspectiva e ter comportamentos como automutilação. A madrasta percebeu e insistiu para que a menina se abrisse”, relatou. 
A conversa foi flagrada pelo pai da menina. Quando a garota foi embora, Mário conversou com a atual mulher e ela reproduziu o que a menina havia revelado. Segundo a advogada, o entregador foi ao bairro onde Aloísio morava e conversou com moradores.
“Ele foi na vizinhança, ouviu informações sobre o comportamento de Aloísio e, quando decidiu agir, fez com que parecesse um assalto. Vou pedir o relaxamento da prisão dele com base na inexistência de flagrante e em um motivo forte que é o estupro da filha dele”, ressalta.
 "NÃO ACREDITO EM ASSALTO", DIZIA FILHA
A filha do pedreiro Aloísio da Silva Bandeira, de 43 anos, não acreditava que o pai tivesse sido morto por causa de um assalto em Novo Horizonte, na Serra. Após chegar ao local do crime, na manhã da última terça-feira (06), a estudante Luana dos Santos Bandeira, 23 anos, conversou com a imprensa.
"Não sei o que pode ter acontecido, mas não acredito em assalto para roubarem dois celulares simples: um sem chip e outro que mal ele conseguia falar. Ele ia reagir por quê?".
Luana dos Santos Bandeira, 23 anos, filha do pedreiro morto na Serra Crédito: Isaac Ribeiro

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