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Outros 22 presos no país

Operação contra golpe do bilhete premiado prende uma pessoa em Vila Velha

Foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão em quatro Estados neste domingo (7); mais de 20 vítimas identificadas tiveram, somadas, prejuízo somado de R$ 800 mil

Publicado em 07 de Maio de 2023 às 13:12

Redação de A Gazeta

Publicado em 

07 mai 2023 às 13:12
Pelo menos 23 pessoas foram presas em quatro Estados brasileiros, neste domingo (7), suspeitas de participar do golpe do bilhete premiado. Uma delas foi detida em Vila Velha, na Região Metropolitana do Espírito Santo. A polícia cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão após dois anos de investigação do crime, segundo o portal g1 do Rio Grande do Sul.
De acordo com a Polícia Civil do RS, foram identificadas 21 vítimas, que tiveram um prejuízo somado de cerca de R$ 800 mil. Os suspeitos devem responder pelos crimes de estelionato e associação criminosa.
Sirene de polícia
Polícia cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão em quatro Estados brasileiros Crédito: Reprodução
Até às 10h de domingo, as prisões já tinham ocorrido no Rio Grande do Sul (13), Paraná (3), Espírito Santo (1) e Santa Catarina (1), além de outros cinco suspeitos que já estavam presos e passam a responder pelo crime. Outras diligências ainda estavam sendo cumpridas, e os números finais ainda não haviam sido divulgados.
Conforme definição do g1, o golpe do bilhete premiado ocorre quando estelionatários enganam vítimas propondo a troca entre um valor em dinheiro por um falso bilhete de loteria contemplado.

Como funciona o golpe

Geralmente, o suposto ganhador da loteria se apresenta como pessoa de pouca instrução, pedindo algum tipo de ajuda com o objetivo de conquistar a confiança da vítima. Em seguida, um segundo golpista, que se apresenta como uma pessoa mais instruída, se junta ao suposto ganhador, que está ao lado da vítima, e diz que poderia ajudá-los.
Logo depois, ainda de acordo com a polícia, o suposto ganhador da loteria afirma ter um bilhete premiado, geralmente na casa dos milhões, e alega, por algum motivo, por vezes religioso, que não poderia sacar a quantia por ser fruto de jogo de azar.
O segundo golpista se mostra interessado e, para enganar a vítima, liga para uma pessoa que se passa por funcionário de um banco, que confirma os números do suposto bilhete. Faz isso com o telefone no viva-voz, para passar credibilidade diante da vítima.
Após a confirmação, o segundo golpista faz um falso depósito para o suposto ganhador para recebimento de parte do prêmio. Com esse ato, as vítimas também fazem o mesmo, porém transferindo quantias reais para o dono do bilhete.
Com informações do g1 Rio Grande do Sul

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