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Mais um professor é denunciado por assédio sexual em escola na Serra

Após denúncia e afastamento de profissional na unidade escolar, novos relatos apontam que outro professor também cometeria assédio contra alunas

Publicado em 28/06/2019 às 18h19
Escola Clóvis Borgues Miguel, na Serra. Crédito: Divulgação
Escola Clóvis Borgues Miguel, na Serra. Crédito: Divulgação

Mais um professor foi denunciado por assédio sexual por alunas da Escola Estadual Clóvis Borges Miguel. A denúncia foi feita à Comissão de Proteção à Criança e ao Adolescente, na quinta-feira (27). É o segundo funcionário da escola envolvido em acusações de assédio. 

> Denúncia de assédio de professor contra alunas vira caso de polícia

A nova denúncia foi feita por uma adolescente de 17 anos que estuda na escola. Em depoimento à Comissão, ela relatou ter sido assediada por um dos professores na última segunda-feira (24) durante uma aula, quando ele fez comentários a respeito do corpo dela. 

Lorenzo Pazolini, presidente da Comissão e deputado

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"Ela disse que pediu para ir ao banheiro e o professor veio com elogios, chamando ela de princesa e linda. Ela teria levantado e dito: Menos, professor. E ele perguntou: Por que você não se acha bonita? Você tem um corpo muito bonito. Ela então saiu da sala de aula"

O movimento criado pelas colegas nas redes sociais levou a adolescente a denunciar os casos de assédio que sofreu e procurar a polícia. Segundo Pazolini, a aluna contou que o outro professor, já alvo de denúncias das colegas, também teria a assediado em 2018.

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"Ela contou que o professor pegou uma régua na mesa dela e quando ela pediu para ele devolver, ele colocou a régua sobre o órgão genital e pediu para ela pegar. Ela se recusou e disse que não precisa mais da régua", declarou.

A Comissão convocou um dos professores acusado de assédio, a diretora da escola e o presidente da Superintendência Regional de Carapina para uma sessão na CPI dos Crimes Cibernéticos para esclarecer as acusações na escola. A sessão está marcada para a próxima terça-feira (02), na Assembleia Legislativa.

Lorenzo Pazolini, deputado estadual. Crédito: Ellen Campanharo/Ales
Lorenzo Pazolini, deputado estadual. Crédito: Ellen Campanharo/Ales

"Nós temos certeza que existem outras vítimas, que inclusive já passaram pela escola, e não quiseram denunciar por medo. Orientamos que elas procurem a Comissão, aqui na Assembleia Legislativa, para que possam denunciar.Nós vamos cobrar a finalização dessa apuração", declarou Lorenzo.

Os depoimentos das estudantes vão ser encaminhados para a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente para auxiliar nas investigações do caso. 

AS DENÚNCIAS

As denúncias de assédio começaram no dia 19 de junho, depois que três alunas escreveram cartas para outros professores e estudantes alertando sobre piadas de cunho sexual que ouviam na escola. Elas relataram também sobre comentários feitos pelo professor sobre o corpo delas e como isso gerava constrangimento e desconforto.

O caso ganhou repercussão na última segunda-feira (24), quando as estudantes publicaram os relatos de assédio no Twitter usando a hashtag #SuaAlunaNãoÉUmaNovinha, que foi compartilhada pelo ex-deputado Jean Wyllys. 

Carta encaminhada pelas alunas para os professores relatando histórias de assédio. Crédito: Arquivo pessoal
Carta encaminhada pelas alunas para os professores relatando histórias de assédio. Crédito: Arquivo pessoal

Os movimento gerado na rede social trouxe à tona outros relatos de assédio na escola Clóvis Borges Miguel, inclusive em anos anteriores. No Twitter, ex-alunas descreveram conversas e piadas de cunho sexual que ouviram na escola. Apesar dos relatos, não há nenhum registro de denúncias de assédios contra o professor, segundo a Secretaria de Educação. 

"A primeira denúncia que aconteceu contra ele foi dessas meninas, o que não significa que outras denúncias não possam aparecer até mesmo contra outros professores que estão lá ou passaram pela escola", disse de Angelo, que reafirmou o compromisso da Sedu em apurar os casos.

"Eu recebo lamentando, obviamente, essas denúncias, porque de um lado a gente acaba tendo um indicativo de que aconteceu outras vezes e de outro, que ainda é mais grave, que estes alunos não tiveram oportunidade de falar, mas eu quero deixar claro que há total interesse nosso em tomar conhecimento desses casos para que a gente possa fazer a apuração e sendo procedente dar a devida punição ao servidor envolvido neste contexto", finalizou.

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