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Recado no banheiro

Mãe denuncia ameaça de morte à filha em escola particular de Vitória

Mensagem com nome de meninas, seguida de 'ainda mato vocês', foi escrita no banheiro de uma escola particular de Jardim da Penha; a mãe de uma das alunas formalizou a denúncia na Delegacia Especializada de Proteção a Criança e ao Adolescente

Publicado em 04 de Março de 2020 às 20:05

Redação de A Gazeta

Publicado em 

04 mar 2020 às 20:05
Ameaça foi escrita no banheiro da escola de Jardim da Penha, em Vitória Crédito: Arquivo pessoal
A mãe de uma aluna de 13 anos, que estuda em uma escola particular de Jardim da Penha, em Vitória, fez uma denúncia à polícia, afirmando que a filha foi ameaçada por meio de recados escritos no chão do banheiro da unidade escolar.
De acordo a mãe da vítima, o caso aconteceu no dia 21 de fevereiro. Na tarde desta quarta-feira (4), ela formalizou a denúncia em um boletim unificado, na Delegacia Especializada de Proteção a Criança e ao Adolescente (DPCA).
Ela ainda afirmou que a filha está assustada, e ficou por muito tempo sem conseguir retornar à escola.
"Uma das amiguinhas dela viu, ao chegar no banheiro, que estava escrito com caneta no chão as seguintes palavras: 'Amanda, x e x, ainda mato vocês!"
Mãe de aluna - Mãe de aluna
A mãe diz que a menina não soube informar quem teria feito a ameaça no banheiro, e disse que não suspeita de ninguém. A criança diz que foi até a escola no último dia 27 de fevereiro, onde conversou com o coordenador pedagógico.
Mãe denuncia ameaça de morte à filha em escola particular de Vitória
"Eles disseram que iriam tentar descobrir o autor dos fatos internamente. Falaram que não poderiam fazer nada para ajudar a minha filha", detalhou a mulher.

"BRINCADEIRA DE CRIANÇA"

Ainda de acordo com a mãe, um dos coordenadores teria pedido paciência diante dos fatos, e que provavelmente tudo não passava de "brincadeira de criança". A mulher, então, disse que se a instituição não trocasse a filha dela de turno, teria que sair da escola.
"Eles disseram que isso ficaria a meu critério. Quando falei que procuraria a delegacia e a imprensa, o diretor disse que seria inútil, pois nada aconteceria. Minha filha ficou traumatizada, sem ir para a escola porque estava com medo. Diante disso tudo tirei ela de lá e coloquei em uma escola pública", completou. 

O QUE DIZ A ESCOLA

A reportagem de A Gazeta acionou a assessoria do colégio SEB COC, e, com a autorização da mãe, enviou o boletim de ocorrência feito por ela. Em resposta, a instituição disse que está à disposição das autoridades para prestar os esclarecimentos necessários. (veja nota na íntegra)
"A escola recebeu a denúncia e está tendo o extremo cuidado na apuração dos fatos dado o envolvimento de crianças. A escola possui diversas atividades pedagógicas contra bullying e tem o maior interesse em esclarecer os fatos para tomar as medidas que forem necessárias. A escola reitera que está à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários".

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