Um homem de 33 anos foi preso após agredir a ex-mulher e matar um cachorro ao pisoteá-lo no meio da rua, no bairro Novo Horizonte, em Cariacica, na quinta-feira (23). A cena brutal de covardia contra o animal foi gravada por uma testemunha (veja acima).
As imagens mostram o momento em que o suspeito pisa no pescoço do cachorro. Segundo a Polícia Militar, equipes foram acionadas logo após as agressões contra a mulher e o animal. Ao perceber a chegada dos policiais, o homem correu para a casa da ex-companheira e tentou invadir o imóvel, fazendo ameaças contra ela e o filho do casal, de 9 anos.
“Diante da situação, os militares adentraram o imóvel e visualizaram o suspeito descendo do terraço portando uma faca. Foram dadas ordens para que largasse a arma, as quais não foram acatadas, passando o indivíduo a avançar contra a equipe. Para cessar a injusta agressão, os militares efetuaram disparos em direção aos membros inferiores. O suspeito foi atingido, desarmado e socorrido imediatamente ao hospital”, informou a Polícia Militar.
A faca utilizada foi apreendida. O homem, que não teve o nome divulgado, foi autuado por lesão corporal qualificada, violação de domicílio e ameaça qualificada, todos os crimes no contexto da Lei Maria da Penha, além de maus-tratos a animais. Ele será encaminhado ao Centro de Triagem, localizado no Complexo Penitenciário Rodrigo Figueiredo da Rosa, após receber alta médica.
Teoria do elo
O delegado Leandro Piquet, responsável pelo Núcleo de Proteção Animal da Delegacia Especializada de Proteção ao Meio Ambiente (DEPMA), destacou que o caso envolve dois tipos de violência: contra a mulher e contra animais.
“Um estudo norte-americano feito durante 20 anos em manicômios, presídios de segurança máxima e unidades socioeducativas percebeu que as pessoas que praticaram crimes violentos também praticaram crimes contra os animais. Eles chegaram à conclusão que quem pratica maus-tratos contra animais tem cinco vezes mais chance de praticar violência doméstica principalmente contra mulher, criança e idoso. É a teoria do elo”, explicou o delegado.
Segundo ele, a ocorrência em Novo Horizonte poderia ter terminado de forma ainda mais grave. “É algo que precisamos enfrentar”, concluiu Piquet.