Uma mulher de 39 anos foi ameaçada por telefone e teve cerca de R$ 3 mil exigidos por um homem que se apresentou como integrante do Comando Vermelho, em Colatina, no Noroeste do Espírito Santo. Segundo a Polícia Civil, o caso é um exemplo do chamado golpe do falso traficante, em que criminosos usam dados pessoais das vítimas para dar credibilidade às ameaças e pressioná-las a fazer pagamentos.
De acordo com a Polícia Civil, os golpistas entram em contato por telefone ou WhatsApp e podem citar informações como nome completo, endereço, bairro onde a vítima mora e profissão. Em alguns casos, afirmam ainda ter fotografias e dizem estar monitorando a pessoa.
Na ocorrência registrada na última quinta-feira (17), a vítima relatou que o homem mencionou o nome completo e endereço e afirmou ter fotografias dela. Durante a ligação, ele exigiu cerca de R$ 3 mil, alegando que o valor seria uma suposta “taxa” para protegê-la de roubos e outros crimes.
Ainda segundo o relato, o homem afirmou pertencer à facção criminosa Comando Vermelho e fez ameaças contra a mulher. Ela encerrou a ligação e não atendeu a uma nova tentativa de contato feita pelo mesmo número.
O delegado Líbero Penello de Carvalho Filho, chefe da 15ª Delegacia Regional de Colatina, explicou que o caso não indica uma cobrança real feita por uma facção criminosa, mas uma tentativa de estelionato baseada em intimidação.
“Estamos vendo algumas informações circulando de forma muito espetaculosa, o que acaba gerando medo na população. O que está acontecendo é o golpe do falso traficante”, afirmou.
Segundo o delegado, os golpistas podem reunir informações disponíveis em diferentes fontes para criar a aparência de que estão monitorando a vítima.
“Os dados podem ser obtidos a partir de vazamentos de informações, cadastros antigos, listas comerciais e informações expostas publicamente em redes sociais. Dados associados a chaves Pix também podem revelar informações sobre o titular de uma conta durante uma tentativa de transferência”, explicou.
Com essas informações, os criminosos montam um roteiro para provocar medo e pressionar a vítima a fazer um pagamento.
- A orientação da Polícia Civil é manter a calma e não ceder às ameaças.
- A vítima deve encerrar a ligação, não realizar transferências ou pagamentos e bloquear o número utilizado pelo criminoso.
- Preservar provas, como número de telefone, mensagens e capturas de tela, que podem auxiliar na investigação.
- Registrar o caso na polícia.
A ocorrência pode ser registrada pela Delegacia Online, no endereço delegaciaonline.sesp.es.gov.br ou presencialmente em qualquer delegacia.