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"Bacharéis do Crime"

Operação prende 4 suspeitos de aplicar golpe do falso advogado no ES

Grupo usava nomes e fotos de advogados para enganar vítimas pelo WhatsApp e cobrar falsas taxas por Pix

Publicado em 11 de Setembro de 2026 às 11:10

Júlia Afonso

Publicado em 

11 set 2026 às 11:10
MPES deflagra Operação ‘Bacharéis do Crime’ e prende grupo por prática de golpes
MPES deflagra Operação ‘Bacharéis do Crime’ e prende grupo por prática de golpes Crédito: Divulgação | MPES

Dois homens e duas mulheres, investigados por integrar um grupo que se passava por advogados para aplicar golpes no Espírito Santo, foram presos durante a Operação Bacharéis do Crime, realizada na Grande Vitória nesta sexta-feira (11). A ação foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado Norte (Gaeco-Norte), do Ministério Público do Espírito Santo (MPES). 


As duas mulheres e um dos homens foram presos na Serra. Os celulares deles também foram apreendidos. O outro investigado já estava preso e recebeu uma nova ordem de prisão relacionada à investigação. Os nomes não foram divulgados. 


Segundo o MPES, o grupo é suspeito de praticar estelionatos e outros crimes contra o patrimônio. Para aplicar os golpes, os investigados usavam indevidamente nomes, fotografias e outras informações de advogados inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Como o golpe funcionava

De acordo com as investigações, os suspeitos criavam perfis falsos e utilizavam nomes, fotografias e imagens de escritórios de advocacia para dar aparência de autenticidade às abordagens. Os contatos eram feitos principalmente pelo WhatsApp, por meio de mensagens nas quais os investigados se passavam por advogados ou funcionários de escritórios.


As vítimas recebiam informações falsas de que haviam vencido uma ação judicial ou de que tinham valores disponíveis para receber. Em seguida, os suspeitos cobravam supostas taxas, custas processuais ou despesas administrativas, geralmente por meio de transferências via Pix.


Para pressionar as vítimas, o grupo criava um falso senso de urgência, fazendo com que elas acreditassem que os pagamentos precisavam ser realizados imediatamente.


As diligências também apontaram que os investigados mantinham vínculos familiares e afetivos e compartilhavam linhas telefônicas e contas bancárias utilizadas nos golpes. Durante a investigação, foram identificadas 42 linhas telefônicas, 13 endereços de e-mail e diversas chaves Pix relacionadas aos suspeitos.

Perfil falso sobre doença

Em outro caso investigado, os suspeitos criaram um perfil falso em nome de um advogado. Na conta, também foi utilizada, sem autorização, uma fotografia do filho do profissional.


Segundo o MPES, os responsáveis divulgaram a informação falsa de que a criança estaria com leucemia e passaram a solicitar doações para um suposto tratamento médico. O Ministério Público ressaltou que os advogados mencionados na investigação são vítimas das fraudes, assim como os clientes deles.

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