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Cartão clonado

"Golpe do falso motoboy" faz novas vítimas no ES; veja como se proteger

Golpe tem acontecido em diversos Estados do Brasil e, em junho deste ano, mais duas vítimas registraram o caso junto à polícia no Espírito Santo; delegado dá orientações

Publicado em 02 de Agosto de 2021 às 18:49

Redação de A Gazeta

Publicado em 

02 ago 2021 às 18:49
Criminosos fraudam cartão de crédito das vítimas no
Criminosos fraudam cartão de banco das vítimas no "golpe do falso motoboy" Crédito: TheDigitalWay | Pixabay
Um golpe já conhecido no Espírito Santo fez, pelo menos, duas novas vítimas este ano. Segundo a Polícia Civil, o truque, conhecido como "golpe do falso motoboy" é aplicado por criminosos que se passam por funcionários de um banco, que ligam para as vítimas informando que o cartão foi clonado ou que há compras suspeitas.
Em junho deste ano, no bairro Praia da Costa, em Vila Velha, duas vítimas registraram boletins de ocorrência junto à polícia informando que foram vítimas deste golpe. Os casos são investigados pelo delegado Érico Mangaravite, titular do 6º Distrito Policial. A polícia diz, ainda, que o golpe tem acontecido em diversos Estados do Brasil.

COMO FUNCIONA O GOLPE?

A vítima recebe uma ligação telefônica e a pessoa do outro lado informa que o cartão foi clonado, e afirma que precisa dos seus dados pessoais para bloqueá-lo. Após isso, um motoboy vai até o endereço da vítima, pega o cartão que supostamente estaria cancelado, e vai embora.

CASOS REGISTRADOS EM JUNHO DESTE ANO

O primeiro caso registrado neste ano aconteceu no dia 21 de junho, contra uma senhora de 71 anos, segundo a polícia. Ela afirma que recebeu uma ligação de um homem que se identificou como funcionário do banco no qual ela tem uma conta corrente. O criminoso, então, disse que o cartão da idosa tinha sido clonado e afirmou que alguém tinha tentado fazer compras no interior de Minas Gerais.
Segundo o delegado Mangaravite, o golpista disse que a vítima deveria transferir o dinheiro da própria conta para uma suposta conta de segurança do banco. "A vítima, além de transferir aproximadamente R$ 10 mil para a conta (na realidade, a conta de um "laranja" utilizada pelo golpista), ainda efetuou o pagamento de um boleto no valor de R$ 5 mil”, contou.
O outro caso foi no dia 28 de junho contra uma mulher de 44 anos, mas teve um desfecho diferente. O início foi o mesmo, o golpista ligou para ela e se identificou como sendo um funcionário de um banco, disse que o cartão da vítima teria sido clonado e que uma pessoa havia tentado fazer compras em um hipermercado e tentado sacar dinheiro em um caixa eletrônico. Ele orientou a vítima a cancelar o cartão.
Logo após, o golpista disse que a vítima deveria escrever uma carta de próprio punho, e entregá-la junto com o cartão para um prestador de serviços, que iria buscar o cartão e a carta na casa da vítima. A vítima, então, desconfiou e não manteve mais contato com o golpista e registrou o caso na delegacia.

COMO SE PROTEGER

  1. Segundo o delegado, os próprios bancos orientam aos clientes que, em caso de ligações deste tipo, devem desligar o telefone e aguardar pelo menos 15 minutos para somente depois entrarem em contato com as Centrais de Atendimento, cujos números constam nos próprios cartões;
  2. O Código de Defesa do Consumidor determina que o banco ou instituição financeira não pode solicitar dados confidenciais e nem o cartão do correntista. Por isso, outra orientação, é para as vítimas ligarem para as agências das quais são correntistas e relatar o fato;
  3. Mas caso a vítima caia no golpe, a orientação é que elas registrem a ocorrência podendo comparecer pessoalmente a uma delegacia ou realizar o registro por meio da Delegacia Online, para que a Polícia Civil tome ciência do caso e inicie as investigações.

INVESTIGAÇÕES NO ES

Em setembro de 2020, foi realizada uma operação com policiais da Divisão Especializada em Repressão aos Crimes Contra o Patrimônio (DRCCP) e Crimes de Defraudações e Falsificações (Defa). Um homem de 21 anos, que estava aplicando o "golpe do falso motoboy" foi preso em flagrante. Durante a ocorrência, foram apreendidas 46 máquinas de cartão e aproximadamente R$ 3 mil em dinheiro.
"Este tipo de golpe já ocorre há alguns anos, com algumas variações. Quando é feita a ligação, o golpista tem diversos dados pessoais do correntista ou titular do cartão, isso induz a vítima a acreditar na história contada pelo criminoso. A partir daí a vítima é convencida sobre as irregularidades do seu cartão", finalizou o delegado Érico Mangaravite.

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