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Esquema criminoso

Funcionários de empresa terceirizada são presos por furto milionário na Vale

Crime era cometido há mais de um ano e o grupo aproveitava informações privilegiadas, segundo a polícia. Cinco pessoas foram presas por envolvimento no esquema

Publicado em 22 de Setembro de 2022 às 13:50

Alberto Borém

Publicado em 

22 set 2022 às 13:50
Dois funcionários e o gerente de uma empresa terceirizada que presta serviços de pintura dentro da Vale, em Jardim Camburi, foram presos pela Polícia Civil apontados como responsáveis por furtos que causaram um prejuízo de R$ 75 milhões à empresa localizada em Vitória. O crime era cometido há mais de um ano e o grupo aproveitava informações privilegiadas, segundo a polícia.
Os três trabalhadores, embora tivessem o domínio da entrada e saída da empresa, não agiam sozinhos: outras duas pessoas que roubavam e recebiam os objetos também foram presas. Os nomes dos indivíduos do grupo não foram divulgados pela Polícia Civil.
Foram presos:
  • Gerente da empresa terceirizada
  • Dois funcionários da empresa terceirizada
  • Homem que não trabalhava na empresa, mas participava dos furtos
  • Chefe de ferro-velho de Vila Velha que recebia os objetos
O gerente permitia a entrada na Vale dos funcionários e do outro homem. A autonomia dele era usada para os furtos, já que ele usava informações privilegiadas para cometer o crime. Os furtos sempre durante a noite, em pontos que não fossem alcançados pelas câmeras dentro da empresa. 
O grupo agia há mais de um ano furtando fios, ferros, ferramentas e uma bobina avaliada em R$ 1,7 milhão. Todo o material era levado para um terreno alugado pelo grupo na Serra.
A prisão dos três funcionários aconteceu no dia 3 de setembro. Já no dia 14, o homem que também participava dos furtos foi preso. A prisão aconteceu nas proximidades do terreno alugado na Serra, e o suspeito chegou a trocar tiros com a polícia. Durante a abordagem, outros três indivíduos suspeitos fugiram. No dia seguinte, o chefe do ferro-velho foi preso.
A investigação da polícia começou há seis meses, quando a segurança empresarial da Vale desconfiou da movimentação dos funcionários. Além da autorização obtida pelo gerente, todos eles vestiam uniforme e costumavam entrar no veículo da empresa.

POLÍCIA APREENDEU PARTE DO MATERIAL FURTADO

A polícia informou que apreendeu dois veículos com os detidos: Chevrolet Tracker e um Toyota Corolla. Além disso, também foram apreendidos R$ 10 mil em espécie e recuperados objetos furtados que foram avaliados em mais de R$ 500 mil.

MAIS SUSPEITOS PODEM SER PRESOS PELA POLÍCIA, SEGUNDO DELEGADO

Foram cinco prisões efetuadas pela Polícia Civil no intervalo de 12 dias. O chefe da Divisão Patrimonial, delegado Gabriel Monteiro, classificou que a organização criminosa foi desarticulada. No entanto, o delegado afirmou que mais pessoas podem ser presas.
Gabriel Monteiro lembrou dos três suspeitos que fugiram durante a troca de tiros no dia 14 de setembro, quando o homem responsável pelos furtos foi preso. Perguntado sobre a quantidade de pessoas consideradas suspeitas, o delegado não soube precisar.

O QUE DIZ A VALE

A Vale foi novamente procurada pela reportagem de A Gazeta para dar informações sobre o prejuízo causado pela organização criminosa. Foi perguntado, por exemplo, se há suspeitas de que funcionários tenham colaborado para o crime e se algum procedimento será adotado com a empresa terceirizada.
A empresa, porém, informou apenas que "colabora com as autoridades, prestando as informações necessárias e requisitadas". A resposta foi a mesma enviada na quarta-feira (21), quando as primeiras informações foram divulgadas.
Funcionários de empresa terceirizada são presos por furto milionário na Vale

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