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Frentista agredido por PM não consegue registrar caso na Corregedoria

Frentista agredido por PM não consegue registrar caso na Corregedoria

Vítima foi informada que precisaria fazer um segundo boletim de ocorrência na Polícia Civil, além do que já tinha em mãos. Agressão aconteceu no dia 23

Publicado em 27 de janeiro de 2020 às 22:52

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Frentista foi orientado a fazer um segundo boletim de ocorrência na Polícia Civil. (Reprodução | TV Gazeta)

frentista agredido por um policial militar em um posto de combustível em Vila Velha ainda não conseguiu registrar o caso na Corregedoria da Polícia Militar. De acordo com o ele, depois de procurar o batalhão da PM, a Corregedoria e uma delegacia da Polícia Civil, ainda recebeu a orientação de que precisava apresentar um segundo boletim de ocorrência, além do que já tinha em mãos.

Em nota, a Polícia Militar disse que medidas estão sendo tomadas para instaurar um inquérito e que, enquanto o caso estiver sendo investigado, o nome do militar não será divulgado, em respeito a lei de abuso de autoridade. A agressão aconteceu na quinta-feira (23) e foi gravada por uma câmera do posto. No mesmo dia, o frentista Joelcio Rodrigues diz que foi levado por policiais até o 4º Batalhão da Polícia Militar de Vila Velha para fazer o boletim de ocorrência.

Ele também fez exame de corpo de delito e achou que o caso fosse começar a ser investigado, mas descobriu que ainda precisava procurar a Corregedoria da PM, o que foi feito no dia seguinte, na sexta-feira (24). “Lá, me orientaram a ir na Polícia Civil para registrar boletim de ocorrência, que era para ficar mais seguro. Quanto mais documentação tivesse, melhor”, lembrou.

Nesta segunda-feira (27), ele foi até até a Delegacia Regional de Vila Velha e fez o boletim de ocorrência solicitado. Mesmo assim, soube que ainda iria precisar de outro boletim de ocorrência da Polícia Civil, em uma outra delegacia do município. O Joelcio também disse que no sábado (26) dois homens foram até a casa dele e se apresentaram como policiais da Corregedoria.

Lá, eles teriam apresentado cinco fotos de policiais para o frentista, para que ele identificasse o homem que o agrediu. O frentista reconheceu o policial, mas até agora continua sem nenhuma resposta.

AGRESSÃO

As imagens gravadas pela câmera do posto mostra quando um casal chega em uma moto e pede pra abastecer. A mulher desce, mas o homem que aparece de jaqueta demora mais tempo. No vídeo, é possível ver que ele homem aparece conversando com o frentista. O casal fica no posto por quatro minutos, abastece e vai embora.

No outro dia, um policial fardado, que, segundo o frentista, é o homem da moto, chega ao posto e vai direto até a sala dos funcionários. Pouco tempo depois, já dá um tapa na cara do frentista, depois aponta a arma para o trabalhador. Os outros funcionários chegam e tentam acalmar o PM, que vai embora.

Joelcio Rodrigues não sabe o nome do policial, porque ele estava sem a identificação na farda, no momento da agressão. (Reprodução | TV Gazeta)

Para Joélcio, o policial voltou ao posto porque não gostou do atendimento que recebeu no dia anterior. “A moça já foi logo descendo da moto sem eu pedir. Quando eu pedi a ele educadamente para descer por motivo de segurança ao cliente, ele já foi se alterando, começando a me xingar. Achou que eu estava de marcação com ele”, explicou o frentista.

AMEAÇAS

Joelcio voltou a trabalhar, mas está com medo, porque, no dia da agressão, o policial fez várias ameaças antes de ir embora. “Ele me ameaçou, foi bem claro. Falou para eu ficar esperto porque, no final do meu expediente, quando eu terminasse, ele ia voltar para poder me matar”, disse.

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Por Mayara Mello, G1 ES e TV Gazeta

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