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Coronavírus

Família de Milena Gottardi teme que envolvidos no crime sejam soltos

Pedido de prisão domiciliar foi feito em favor de Esperidião e Bruno. Defesas alegam que eles fazem parte do grupo de risco da doença Covid-19

Publicado em 02 de Abril de 2020 às 16:01

Redação de A Gazeta

Publicado em 

02 abr 2020 às 16:01
Esperidião Carlos Frasson, ex-sogro da médica Milena Gottardi
Esperidião Carlos Frasson, ex-sogro da médica Milena Gottardi é acusado de ser um dos mandantes do crime Crédito: Fernando Madeira
A possibilidade de dois acusados de envolvimento na morte de Milena Gottardi deixarem a prisão, por causa da pandemia do novo coronavírus, traz medo à família da médica - assassinada em setembro de 2017.
Família de Milena Gottardi teme que envolvidos no crime sejam soltos
Um pedido de prisão domiciliar em favor de Esperidião Frasson, ex-sogro de Milena, e apontado como mandante do crime, e Bruno Broeto, responsável por roubar a moto usada no crime, foi feito à Justiça, alegando que eles fazem parte do grupo de risco da doença.
Para o irmão da médica, Douglas Gottardi, a soltura dos presos coloca em perigo a família. Ele disse que pedirá proteção ao juiz e pensa até mesmo em se esconder.
"É sempre muito complicado quando imaginamos que eles podem sair de lá. Toda minha família teme muito. Seria um choque para todos. Esperamos que a Justiça continue nos protegendo"
Douglas Gottardi - Irmão de Milena
Família da médica Milena Gottardi
Douglas Gottardi e a mãe temem pela segurança caso acusados do assassinato sejam soltos Crédito: Marcelo Prest
Esperidião tem 73 anos e, pela idade, faz parte do grupo de risco. Além disso, segundo os advogados, ele também é portador de uma doença, que não foi revelada. Já a defesa de Bruno argumenta que ele possui um problema respiratório adquirido no interior do presídio.
O advogado da família, Renan Sales, informou que ainda não foi intimado a respeito de um pedido de soltura. Mas, mesmo se o fundamento do pedido seja algo relacionado a Covid-19, se posicionará contra. 
"É descabido imaginar indivíduos tão perigosos soltos. Presos que praticaram crimes violentos, crimes hediondos, não devem ser soltos. Entendemos que o Estado deve dá-los, presos, condições de ficarem imunes à doença, como, por exemplo, proibindo visitas. Toda a sociedade está sendo privada de sua vida normal, nada mais razoável, que esse tipo de preso também o seja. Os acusados, soltos, colocam em risco a garantia da ordem pública"
Renan Sales - Advogado da família de Milena Gottardi
Recentemente, o Tribunal de Justiça concedeu prisão domiciliar a 150 presos que fazem parte do grupo de risco e cumprem regime semiaberto. Os pedidos referentes a Esperidião e Bruno serão analisados pelo juiz Marcos Pereira Sanches, da 1ª Vara Criminal de Vitória.

O CASO

Milena Gottardi
A médica Milena Gottardi foi morta quando saía do trabalho, em setembro de 2017 Crédito: Divulgação
Milena Gottardi morreu após ser baleada, em setembro de 2017, no estacionamento do Hospital Universitário Cassiano Antônio de Moraes (Hucam), em Vitória. Ela saía do trabalho quando foi abordada por um homem em uma moto, que simulou uma tentativa de assalto.
O atirador Dionatas Alves Vieira foi preso dias depois e confessou ter recebido R$ 2 mil para matar Milena. O cunhado de Dionatas, Bruno Broeto, também foi detido por roubar a moto que foi usada durante o crime. 
Uma semana após o crime, a polícia prendeu o ex-marido de Milena, o policial civil Hilário Frasson, e o pai dele Esperidião Frasson, acusados de serem os mandantes do crime. Além desses, dois suspeitos de fazerem intermediação também foram presos. 

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