Um ex-investigador da Polícia Civil, identificado como Gervano Rocha Nascimento, de 40 anos, foi preso após agredir a babá da própria filha, de nove meses, na noite de quarta-feira (24), no bairro Marbella, na Serra.
Conforme apuração do repórter André Afonso, da TV Gazeta, a ex-companheira do suspeito relatou que Gervano passou toda a tarde fazendo diversas ligações para saber onde a criança estava. Segundo a mulher, ela se recusou a informar o paradeiro da filha e, a partir desse momento, começou a receber ameaças.
De acordo com a ex-companheira, Gervano dizia que levaria a criança "de qualquer maneira". Ela contou ainda que já havia obtido uma medida protetiva contra o ex-companheiro, mas posteriormente a revogou.
Mais tarde, a babá entrou em contato com a mãe da bebê informando que o suspeito estava tentando arrombar a porta da residência e fazia ameaças. Segundo o relato, ele dizia que "acabaria" com a profissional caso ela não abrisse a porta.
Em determinado momento, conforme relatado a policiais militares que atenderam à ocorrência, Gervano conseguiu entrar no imóvel e partiu para cima da babá, agredindo-a com tapas. Na sequência, tomou a bebê dos braços da cuidadora. Durante a ação, porém, segundo contou a profissional, ele teria deixado a criança cair no chão.
Quando os policiais militares chegaram ao local, encontraram o ex-policial civil bastante alterado e agressivo. Aos militares, Gervano afirmou que estava na residência apenas para buscar a filha e levá-la para a casa do avô paterno. Ele negou ter agredido a babá e alegou que a situação ocorreu por falta de comunicação com a ex-companheira.
O suspeito foi encaminhado à Delegacia Regional da Serra.
Ainda segundo apuração da TV Gazeta, o casal estava separado havia cerca de um ano, após um relacionamento de três anos. A ex-companheira também relatou que pediu uma medida protetiva em fevereiro deste ano porque o homem apresentava comportamento agressivo e se alterava com facilidade. Segundo ela, Gervano costumava visitar a filha armado, situação que lhe causava insegurança.
No Portal da Transparência do Estado, Gervano consta como investigador da Polícia Civil, com desligamento em março deste ano. Ele respondeu a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) instaurado em dezembro de 2024. Em abril deste ano, publicou nas redes sociais que estava deixando a corporação.
O nome dele também aparece no Portal da Transparência como ex-soldado da Polícia Militar, cargo que ocupou até 2009.
Atualmente, Gervano se apresenta nas redes sociais como advogado criminalista, professor de Direito Constitucional e mentor para concursos públicos.
A reportagem procurou as polícias Civil e Militar para obter mais informações sobre a ocorrência e esclarecer as circunstâncias da saída de Gervano das corporações. Assim que houver retorno, este texto será atualizado.
* Com informações do repórter André Afonso, da TV Gazeta.