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Empresário suspeito de fingir ser policial penal é preso com armas em Vila Velha

Ainda há indícios, segundo a Polícia Civil, de que André Barbosa aplicava golpes contra mulheres, o chamado “estelionato do amor”

Publicado em 18 de Junho de 2026 às 11:35

Júlia Afonso

Publicado em 

18 jun 2026 às 11:35

Um empresário de 34 anos, identificado como André Barbosa, foi preso pela Polícia Penal na Praia de Itaparica, em Vila Velha, na última quarta-feira (17), suspeito de se passar por agente da corporação para oferecer serviços de segurança privada, além de posse ilegal de arma de fogo. Também há indícios, segundo a Polícia Civil, de que o homem aplicava golpes contra mulheres, o chamado “estelionato do amor”. 


De acordo com a Polícia Penal, os agentes foram até o apartamento de André a pedido de uma ex-namorada dele, que é da corporação e alegou que precisava voltar à residência para pegar pertences pessoais, mas se sentia insegura porque o homem era violento e possuía armas dentro de casa. 


“Ela procurou o Serviço de Inteligência da Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), que pediu nosso apoio para fazer o acompanhamento. Chegando ao local, identificamos que ele possuía armas que ele não deveria ter, bem como uniformes e uma identidade funcional falsificados da Polícia Penal”, explicou Gladson Rossi, chefe da Divisão de Operações Táticas da Polícia Penal.

André Barbosa se passava por policial penal, usando coletes e blusas com o nome da corporação
André Barbosa se passava por policial penal, usando coletes e blusas com o nome da corporação Crédito: Divulgação | Polícia Penal

Gladson explicou que as armas eram registradas no nome de André, porém houve uma suspensão judicial, executada pela Polícia Federal, e, por isso, ele teria que ter devolvido o armamento. 


“Ele fazia diversas postagens em redes sociais utilizando armamento de forma ostensiva, sendo que ele não é policial. As camisas que ele usava eram muito diferentes das oficiais da Polícia Penal. A identidade que ele falsificou era muito mal feita. Ele também tinha colete escrito Polícia Penal atrás e com o brasão na frente. Quando a gente indagou, ele disse que, se um dia passasse no concurso, a camisa ele já tinha”, detalhou Gladson.

"Estelionato do amor"

Além dos crimes já citados, André será investigado por outro golpe: o chamado "estelionato do amor". “Ele enganava as vítimas, como aconteceu com a policial penal (a ex-namorada), com promessas de investimentos, propostas financeiras, ganhos futuros, e fazia a pessoa pegar empréstimos, dinheiro emprestado com familiares. Depois não pagava essa pessoa e desaparecia”, destacou o Gladson. 


O suspeito foi levado para a Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme) e autuado em flagrante por posse ilegal de arma de fogo, posse de acessório de uso restrito, falsificação de documento público e uso indevido, em público, de uniforme ou distintivo de função pública que não exerce. 


“Considerando que há indícios de que o suspeito possa ter praticado crimes patrimoniais contra mulher no contexto de relacionamento afetivo (‘estelionato do amor’), uma cópia do procedimento policial será encaminhada à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Vila Velha para análise e prosseguimento das investigações”, completou a Polícia Civil. 

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"Estelionato do amor": entenda como é o golpe que atrai vítimas idosas do ES

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