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"É muito doloroso", diz pai

Corpo encontrado em floresta é de manicure de Guarapari que estava desaparecida

O corpo de Niásia Alves Santos, de 26 anos, foi encontrado em uma floresta de eucalipto na região do bairro Nova Almeida, na Serra, no dia 27 de dezembro. O velório e sepultamento serão realizados nesta quarta-feira (13)

Publicado em 13 de Janeiro de 2021 às 10:14

Isabella Arruda

Publicado em 

13 jan 2021 às 10:14
O corpo da jovem foi encontrado próximo a Nova Almeida, na Serra
Niásia Alves Santos, de 26 anos, estava desaparecida desde o dia 22 de dezembro Crédito: Arquivo da família
Corpo encontrado em floresta é de manicure de Guarapari que estava desaparecida
Após desaparecimento da manicure Niásia Alves Santos, de 26 anos, no dia 22 de dezembro de 2020, familiares da jovem, que morava em Guarapari, confirmaram a identificação do corpo encontrado dias depois em uma floresta de eucalipto na região do bairro Nova Almeida, no município da Serra
De acordo com apuração do repórter Vinícius Rangel, da TV Gazeta Sul, um relatório da Polícia Civil apontou que houve acionamento no dia 27 de dezembro para informar sobre o encontro de cadáver em adiantado estado de decomposição, o que impossibilitou o reconhecimento da vítima naquele momento. Os indícios eram no sentido de ser um corpo do sexo feminino, pois os pés eram pequenos e havia cabelos pretos longos pelo chão.
O pai da jovem, Marcos Renan Santos, de 46 anos, contou à reportagem nesta quarta-feira (13) que não terá condições de comparecer ao velório e sepultamento da filha. "É muito doloroso para mim. Estive com ela em vida, agora ela apareceu morta e eu não esperava, ainda tinha esperanças. Para mim ela está apenas dormindo. O enterro vai ser hoje no cemitério de Jabaquara, em Anchieta. Eu decidi que não vou. Eu peço justiça pelo caso dela, só isso", afirmou.
Segundo Santos, no dia 22 de dezembro Niásia saiu de casa com destino a Cariacica, pois teria morado lá. "Ela passou a morar comigo em Guarapari havia duas semanas. Ela ia de moto para Cariacica, mas não chegou lá. Mandou uma mensagem falando que foi para a Serra. Foi feita então a perícia e eu torcia para dar negativo. O corpo havia sido achado e faltava o exame de DNA, mas é um processo demorado. Para acelerar, pediram exames do dentista. Pegamos a foto da arcada dentária e bateu 100%", contou.
Acionada, a Polícia Civil informou que o caso segue sob investigação da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM), que está realizando diligências e levantamentos. Até o momento nenhum suspeito foi detido e outras informações não serão repassadas para que a apuração dos fatos seja preservada.

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