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Combate a fraude

Cerca de 8,5 toneladas de café são retiradas de circulação em supermercados do ES

Produtos apresentavam excesso de umidade e irregularidades na rotulagem; investigação mira empresa responsável pela produção do café em Goiás

Publicado em 16 de Setembro de 2026 às 14:58

Redação de A Gazeta

Publicado em 

16 set 2026 às 14:58
Ação da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor resultou na retirada de 8,5 toneladas de produtos do mercado na Grande Vitória.
Ação da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor resultou na retirada de 8,5 toneladas de produtos do mercado na Grande Vitória. Divulgação | Polícia Civil

Cerca de 8,5 toneladas de café foram apreendidas pela Polícia Civil durante fiscalizações realizadas na Grande Vitória. Segundo a corporação, análises feitas pelo Laboratório Central do Espírito Santo (Lacen/ES) identificaram irregularidades na rotulagem dos produtos e índice de umidade acima do limite permitido. 


Os produtos foram retirados de circulação em diversos estabelecimentos. A Polícia Civil, no entanto, não informou quais locais foram fiscalizados nem os bairros onde ficam. Conforme a corporação, o café apreendido era produzido no estado de Goiás.


A ação foi realizada pela Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon) para combater possíveis fraudes relacionadas à qualidade e à comercialização de café no Espírito Santo. As fiscalizações ocorreram na quinta-feira (10), no sábado (12) e nesta terça-feira (15).


De acordo com a polícia, o excesso de umidade aumenta o peso do produto sem representar uma quantidade maior de café efetivamente entregue ao consumidor. As irregularidades encontradas nos rótulos, por sua vez, podem induzir o comprador a erro sobre as características e a quantidade do produto comercializado.


O titular da Decon, delegado Eduardo Passamani, informou que, neste momento, os supermercados onde os produtos foram encontrados não serão responsabilizados pelas irregularidades.


A investigação segue com foco na empresa produtora do material para apurar possíveis crimes relacionados ao consumidor. Segundo a polícia, os delitos investigados podem resultar em penas de dois a cinco anos de prisão.

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