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Capitão da PM é detido ao furar bloqueio por obras em Vila Velha

Capitão da PM é detido ao furar bloqueio por obras em Vila Velha

Guarda Municipal afirma que o militar ignorou o bloqueio das obras do sistema binário e o acusa de desacato. O oficial nega as acusações e diz que foi agredido durante a abordagem

Publicado em 20 de março de 2026 às 12:45

Caso começou na Praia de Itaparica, em Vila Velha, na noite de quinta-feira (19)

Um capitão da reserva da Polícia Militar, de 61 anos, foi preso após entrar em um local interditado por obras na Praia de Itaparica, em Vila Velha, na noite de quinta-feira (19). Segundo a Guarda Municipal, oficial desacatou e quase atropelou um dos agentes. O policial, no entanto, negou as acusações e afirmou ter sido agredido.

A Guarda relatou que uma equipe estava no cruzamento da Rodovia do Sol com a Rua Humberto Pereira para orientar motoristas a não acessarem a via interditada, devido às obras do sistema binário e ao risco de acidentes. 

"Um veículo entrou no local interditado e os agentes deram voz de parada, o que inicialmente foi atendido. Quando um guarda se aproximou do carro para verbalizar sobre a situação, o motorista, bastante exaltado, afirmou que iria passar de qualquer forma e desacatou a equipe. Em seguida, acelerou o carro na contramão e quase atropelou os agentes", afirmou a corporação.

O capitão saiu do local dando início a uma perseguição. Quando o militar chegou à garagem do prédio em que mora, foi detido pelos agentes e encaminhado à Delegacia Regional de Vila Velha. 

Equipes da Polícia Militar foram acionadas para ocorrência envolvendo capitão
Equipes da Polícia Militar foram acionadas para ocorrência envolvendo capitão da reserva Crédito: Leitor | A Gazeta

Segundo a Polícia Civil, o capitão da reserva foi autuado em flagrante por desobediência e desacato, sendo liberado após pagar fiança. O valor não foi divulgado, mas a reportagem da TV Gazeta apurou que foi pago um salário mínimo (R$ 1.621).

Capitão nega desacato

O capitão envolvido na confusão é Arnaldo José de Souza. Ele conversou com o repórter Caíque Verli, da TV Gazeta, e negou o desacato contra os agentes. Ele afirmou que tentava entender como chegaria em casa, devido às mudanças no trânsito da região em decorrência da implementação do sistema binário. Alegou, ainda, que os guardas teriam sido abusivos e o agrediram. 

"Quando eu me aproximei para pedir uma informação, haja vista que eu estava a mais ou menos uns 80 metros da minha casa, não sei o que aconteceu com ele, o que aconteceu, ele disse que eu estava na contramão. Quando ele colocou o revólver no meu rosto e o companheiro dele colocou a arma no rosto da minha esposa, aí eu não tive outra opção. Foi quando eu vim para minha casa numa velocidade baixa", relatou Arnaldo.

O militar complementou que também sofreu lesões físicas. "Eu estou todo machucado. Não estou falando que ele agrediu um capitão. Estou falando que ele agrediu um senhor de 61 anos, que faz quimioterapia. Ele pisava em cima de mim. Com certeza entrarei com o devido processo. Não como capitão, mas como um idoso que foi agredido", finalizou.

Idoso ficou com hematomas no braço e na perna
Hematomas e ferimentos no corpo do capitão da reserva da PM Crédito: Fabrício Christ

Em nota, a Polícia Militar disse que "está ciente do fato relatado e que todas as ações necessárias serão conduzidas para assegurar uma apuração rigorosa e imparcial da conduta do policial militar envolvido".

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