Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Capixaba
  • GV
  • Ministro do STJ manda soltar presos no ES que não pagaram fiança
Pandemia de coronavírus

Ministro do STJ manda soltar presos no ES que não pagaram fiança

Ao tomar a decisão, o ministro levou em conta a pandemia de coronavírus. 'São crimes mais leves, de até quatro anos, e não podem ter violência ou grave ameaça a pessoa', reforça coordenador penal da Defensoria Pública

Publicado em 28 de Março de 2020 às 17:08

Redação de A Gazeta

Publicado em 

28 mar 2020 às 17:08
Presídio no Espírito Santo: por falta de estrutura, presos do regime aberto estão indo pra casa
Presídio no Espírito Santo: por falta de estrutura, presos do regime aberto estão indo pra casa Crédito: Reprodução
O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Sebastião Reis Júnior concedeu, nesta sexta-feira (27), uma liminar que determina a soltura de todos os detentos do Espírito Santo cuja liberdade provisória tenha sido condicionada ao pagamento de fiança e que ainda estão presos.
Ao tomar a decisão, o ministro levou em conta a pandemia de coronavírus. Com a liminar, pelo menos 100 detentos no Estado podem ser soltos, de acordo com uma estimativa da Defensoria Pública do Espírito Santo.
Foi a Defensoria Pública que entrou com o habeas corpus por entender que a soltura desses presos, independentemente do pagamento de fiança, é uma providência alinhada com a Recomendação 62 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Na recomendação, o CNJ orienta que os magistrados reavaliem algumas prisões devido a pandemia do novo coronavírus.
O pedido foi feito em favor de seis presos específicos, mas se estendeu a todos os outros que se estejam nas mesmas condições.
No pedido, a Defensoria apontou que a superlotação dos presídios no Espírito Santo é "campo fértil" para a propagação do vírus, devendo ser aplicada a recomendação do CNJ que recomenda que as ordens de prisão preventiva devem exceção. No Espírito Santo, há um déficit de 9 mil vagas nos presídios.
"São crimes mais leves, de até quatro anos, e não podem ter violência ou grave ameaça a pessoa. São delitos que não envolvem violência porque nesses casos violentos o juiz não concede o pagamento de fiança. É bom que as pessoas entendam que não será todo mundo que vai ser liberado", ponderou o defensor Valdir Vieira, coordenador penal da Defensoria Pública do Espírito Santo.
A liminar foi negada pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES). Ao atender o pedido e reverter a decisão, o ministro disse que o Judiciário não pode se portar como um poder alheio aos problemas da sociedade. Na liminar, o ministro afirmou que condicionar a liberdade dos presos ao pagamento de fiança é medida "irrazoável".
"Sabe-se do grande impacto financeiro que a pandemia já tem gerado no cenário econômico brasileiro, aumentando a taxa de desemprego e diminuindo ou, até mesmo, extirpando a renda do cidadão, o que torna a decisão de condicionar a liberdade provisória ao pagamento de fiança ainda mais irrazoável", afirmou o ministro.
A reportagem procurou o Tribunal de Justiça do Espírito Santo, por telefone e por e-mail, para confirmar o número de presos que serão beneficiados pela decisão, mas não obteve retorno.
Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

justiça; juiz; martelo
Justiça condena 99 a indenizar vítima estuprada após ser deixada na rua por motorista de app
Sede da Meta
Justiça proíbe Meta de usar conteúdo jornalístico sem autorização
Votação da PEC da Segurança Pública no Senado Federal
Entenda ponto a ponto da PEC da Segurança Pública aprovada no Senado

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados

Fale com a gente

Escolha o canal de sua preferência para assinar A Gazeta ou tirar dúvidas.