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Caso de médico do ES em estado grave em Cancún é raríssimo, diz especialista

Caso de médico do ES em estado grave em Cancún é raríssimo, diz especialista

Segundo pesquisador da USP, o meio aquático é rico em bactérias. No entanto, cortes superficiais não costumam acarretar em muitos problemas

Publicado em 1 de março de 2020 às 17:17

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Exemplo de coral no litoral brasileiro. (Projeto Coral Vivo)
Caso de médico do ES em estado grave em Cancún é raríssimo, diz especialista

ATUALIZAÇÃO: Na noite desta segunda-feira (02), a família do médico Francisco Mazzini, que estava internado desde a última quarta-feira (26), em um hospital em Cancún, no México, informou que o médico teve falência múltipla de órgãos e morreu.

O caso do médico capixaba Francisco Mazzini, 66, que está internado em estado grave depois de contrair uma bactéria após cortar o braço em um coral enquanto nadava, é raríssimo. A avaliação é do oceanógrafo, coordenador de Pesquisas do Projeto Coral Vivo e pesquisador do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP) Miguel Mies.

Mazzini foi passar o carnaval em Cancún, com a esposa, a pediatra Rachel Acha Mazzini. De acordo com ela, eles estavam nadando quando o médico esbarrou em uma pedra onde havia um coral e cortou superficialmente o braço, no último sábado (22). Como o ferimento era leve, o casal continuou a viagem normalmente. Contudo, dias depois, Mazzini começou a apresentar sintomas de infecção.

De acordo com Mies, normalmente para chegar a este ponto, o corte deve ser bastante profundo. “É preciso entender bem como tudo aconteceu. No meio aquático tem muita bactéria – em rochas, areia, peixes e nos corais, mas em cortes superficiais não costumam acontecer muitos problemas”, comentou.

Aspas de citação

Existem corais no Brasil inteiro. Se situações assim fossem comuns, muitos surfistas seriam vítimas de bactérias. E não é isso que vemos

Miguel Mies
Oceanógrafo, coordenador de Pesquisas do Projeto Coral Vivo, e pesquisador do Instituto Oceanográfico da USP
Aspas de citação

De acordo com o infectologista Lauro Ferreira Pinto, existem alguns microorganismos que as pessoas podem adquirir ao entrar em contato com corais. “Claro que se existe uma doença de base, o risco pode ser ainda maior, mas pode acontecer com qualquer um”, disse. Segundo o filho do médico, Enzo Acha Mazzini, Francisco é diabético.

Também infectologista, Crispim Cerutti Junior avalia que vários fatores devem ter contribuído para que a infecção ficasse mais grave. “É um evento fortuito. São múltiplos fatores que fazem com que a situação chegue a esse ponto”, pondera Crispim.

ESTADO DE SAÚDE É GRAVE

Médico Francisco Jorge Mazzini, que contraiu bactéria no México. (Reprodução/Redes Sociais)

Segundo Enzo Acha Mazzini, filho do cirurgião, o estado do pai ainda é considerado grave. Ele contraiu uma bactéria após cortar o braço num coral, e segue tomando antibióticos e fazendo hemodiálise, além de medicamentos que mantêm a pressão sanguínea sob controle. Contudo, para o filho, que também é médico, a situação do pai é difícil de ser revertida.

“Ele está lá aguentando até hoje. Cheguei a pensar de que ele poderia ter ido a óbito, pela gravidade do quadro, mas ele se mantém vivo ainda, não sei como. Ele era diabético, já teve algumas infecções, mas nada nesse grau de gravidade”, afirma.

FAMÍLIA PEDE AJUDA PARA TRATAMENTO

Na sexta-feira (28), o filho mais novo do casal, Rafael Acha Mazzini, foi para o México acompanhar a situação do pai. A família calcula que as despesas médicas já chegam a cerca de R$ 250 mil. Preocupados em manter o tratamento, eles pedem a ajuda de amigos e familiares.

"Desde que ele foi internado, eu já tive que fazer dois depósitos em quantias muito altas. Eles estão prestes a me pedir um terceiro depósito, mas ninguém tem esse dinheiro assim na mão, sem vender nada. Estamos contando com a ajuda da classe médica do Espírito Santo e da família, e peço que quem puder, que contribua com qualquer quantia. Peço também orações para meu marido, porque sabemos que o estado é crítico", pediu Rachel, esposa do médico. Mazzini trabalha como cirurgião em hospitais públicos e particulares da Grande Vitória.

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Contas para contribuição com as despesas do médico Francisco Mazzini

1- Enzo Acha Mazzini (CPF 095.577.827-14)- Banco Banestes, Ag. 0271, Conta Corrente 233.7172-7

 2- Victo Acha Mazzini (CPF 105.969.197-35)- Banco Santander, Ag. 3345, Conta Corrente 01007639-9/ Sicoob, Ag. 3008, Conta Corrente 105.924-6 

3- Rachel Duarte Acha Mazzini (CPF 488.994.887-20- Banco Itaú, Ag. 7074, Conta Corrente 28239-8 

4 - Também é possível doar por meio da vaquinha virtual no link: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/ajuda-kiko-mazzini

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