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PT vincula tarifaço a Flávio Bolsonaro e tenta emplacar rótulo de 'Tariflávio'

Aliados do presidente afirmam que senador atua contra interesses nacionais e comparam resultado de reunião entre Lula e Trump; filho de Bolsonaro disse ter pedido para que o presidente dos EUA não aplicasse tarifa sobre empresas

Publicado em 02 de Junho de 2026 às 18:56

Agência FolhaPress

Publicado em 

02 jun 2026 às 18:56

BRASÍLIA -  Aliados do presidente Lula (PT) tentam emplacar nas redes sociais nesta terça-feira (2) o termo "Tariflávio" para associar o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) à conclusão da investigação comercial dos Estados Unidos que propõe novas taxas de 25% contra produtos brasileiros.


As publicações dos governistas buscam comparar a reunião entre Lula e Donald Trump no início de maio, em que ficou decidido que as partes teriam um mês para negociar as tarifas anteriormente anunciadas, e o encontro de Flávio com o americano na última semana, que foi seguido pela classificação de CV (Comando Vermelho) e PCC (Primeiro Comando da Capital) como grupos terroristas e agora pelo tarifaço.


O governo brasileiro pretende manter negociações com os EUA e vê chance de evitar a imposição das taxas sugeridas pelo USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA) enquanto tentará potencializar ao máximo possível o desgaste de Flávio, principal adversário de Lula nas eleições de outubro.

A implementação dessa estratégia já pode ser vista em postagens nas redes sociais. O secretário nacional de Comunicação do PT, Éden Valadares, por exemplo, afirmou que a sugestão de tarifaço dos americanos "tem nome: Tarifaço, Flávio, Tariflávio".


"O presidente Lula foi aos EUA defender o Brasil e nossa economia. O filho de Bolsonaro foi defender sua própria família, trair o país e de lá para cá as coisas só pioraram", escreveu o petista no X (ex-Twitter).

Ex-ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira (PT) também usou o termo ao afirmar que os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pedem ajuda a Trump e tentam "sabotar o Brasil para libertarem seu pai e se vingarem pela tentativa de golpe frustrada".


Já o deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP) disse que o "Tariflávio" foi estimulado pela articulação do clã Bolsonaro nos Estados Unidos.


Segundo ele, a medida não atinge Lula, mas, sim "a economia brasileira, as empresas nacionais, os trabalhadores e os empregos que dependem das exportações para o mercado americano".


O ex-deputado Marcelo Freixo (PT) afirmou que é a primeira vez que um candidato à Presidência "se coloca tão abertamente contra o povo brasileiro, em favor de uma nação estrangeira".


"O TARIFLÁVIO acabaria com o Pix para agradar Trump, assim como prometeu entregar as terras raras. Só que o nosso presidente é Lula e o PIX É NOSSO, e não deixará de ser."

Em agenda em Belo Horizonte, Flávio Bolsonaro disse ter pedido "expressamente" para que o presidente dos Estados Unidos não aplicasse uma tarifa sobre as empresas brasileiras.


Ele declarou que a medida anunciada pelo governo americano nesta terça foi uma retaliação a Lula.


"[Eu pedi] 'por favor, não taxa as empresas brasileiras', só que nós temos sentado hoje na cadeira de presidente alguém que simplesmente conseguiu ganhar a desconfiança do governo americano. Eles não confiam no Lula porque ele sai de lá pedindo primeiro para não combater facções criminosas", disse Flávio em entrevista à rádio Itatiaia.

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