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Publicado em 12 de fevereiro de 2021 às 12:50
- Atualizado há 5 anos
Moradores de 16 apartamentos do bloco 13 do condomínio Residencial Vila Velha, em Jabaeté, tiveram que deixar seus lares por medo de que a estrutura desabe. Segundo a síndica Mirian de Freitas, foram constatadas rachaduras em pelo menos três apartamentos do condomínio do programa Minha Casa Minha Vida. >
Os problemas no residencial, porém, não são novos. Os prédios foram entregues há aproximadamente quatro anos, e, desde então, pelo menos 250 moradores ingressaram com ações individuais contra a Caixa Econômica Federal por falhas estruturais. >
Residencial Vila Velha apresenta falhas generalizadas na obra
O Crea vistoriou o prédio e disse que a interdição vai durar 72 horas. As empresas responsáveis pela construção - que foram três ao longo dos anos - já foram identificadas. Contudo, segundo a Caixa, todas elas já faliram. As obras foram entregues em 2016, sendo que o contrato de construção foi assinado em 2010. >
"Agora surgiram relatos de estalos em todo lugar, rachaduras em todo lugar. Mas aqui temos diversos vícios construtivos: teto caindo, cerâmica solta, piso manchado [por infiltração]. Com tantos problemas, pelo menos 18 pessoas já foram indenizadas por danos morais e materiais." >
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Um dos apartamentos que apresentaram falhas no condomínio é o de Eliana Miranda Coutinho, surda, moradora do Bloco 14. A irmã, Eliane Gomes Coutinho, conta que o teto do banheiro cedeu há mais de três anos e até hoje o problema não foi solucionado.>
"A Caixa fala que o problema é da moradora de cima, mas não é, porque já tentamos acertar. Já tentamos acertar várias vezes. O teto do banheiro caiu, parte até em cima da minha irmã, os fios estão expostos. Também há infiltrações na cozinha, os móveis estão estragando. Já não sabemos o que fazer", conta Eliana.>
Em nota, o Corpo de Bombeiros Militar disse que a Defesa Civil Estadual esteve no imóvel na manhã desta sexta-feira (12), avaliando as condições da edificação, juntamente com representantes da Defesa Civil Municipal, da Caixa Econômica Federal e da Construtora. >
A Defesa Civil Estadual autorizou a entrada controlada de moradores, um por vez, para a retirada de pertences pessoais, no entanto, a liberação ou não do imóvel para retorno dos moradores segue sob avaliação.>
A Prefeitura de Vila Velha informou que a Defesa Civil Municipal, em reunião com representantes da Defesa Civil Estadual, Bombeiros, Caixa e Crea, decidiu manter a orientação de interdição do prédio por mais 72 horas, até que seja dado novo parecer de engenharia da edificação.>
A Caixa informou que encaminhou uma equipe técnica ao local e que, até os moradores poderem retornar às suas residências, eles serão colocados em hotéis. "A Caixa, na condição de representante do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), prestará a assistência necessária aos moradores do bloco interditado até que a segurança das unidades seja atestada.">
O banco público ainda destacou que, conforme regras previstas no Minha Casa Minha Vida, o FAR se responsabilizará pelos reparos necessários e fará a contratação emergencial de uma empresa para execução das obras, o que ocorrerá nos próximos dias, após a conclusão do diagnóstico e monitoramento que serão efetuados no prédio.>
A Caixa também frisou que as três empresas que atuaram nas obras (Construtora R Carvalho Construções e Empreendimentos Ltda, Decottignes Construção e Incorporação Ltda e Solare Construtora Incorporadora Ltda), bem como os sócios, estão impedidas de operar com a Caixa em novos projetos. >
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