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Reforma administrativa

Novo concursado terá salário inicial menor que o dos atuais servidores

Proposta é tornar remuneração mais compatível com a da iniciativa privada. Regras ficaram de fora da primeira etapa da reforma, mas devem ser enviadas em projeto de lei ao Congresso
Redação de A Gazeta

Publicado em 

07 set 2020 às 20:50

Publicado em 07 de Setembro de 2020 às 20:50

Data: 09/01/2020 - ES - Vitória - Ministério da Economia, Centro de Vitória - Editoria: Economia - Fernando Madeira - GZ
Ministério da Economia vai alterar salário de entrada dos servidores Crédito: Fernando Madeira
Um dos principais atrativos de um concurso público, além da estabilidade, são os altos salários oferecidos. Mas o governo federal promete fazer uma mudança na remuneração inicial no funcionalismo que, segundo o Ministério da Economia, é muito maior do que o praticado na iniciativa privada.
A proposta da equipe econômica para os novos concursados é deixar as remunerações compatíveis com os valores pagos pela iniciativa privada, para combater as desigualdades que existem hoje entre os dois segmentos.
A alteração na política de remuneração deve entrar na segunda fase da reforma administrativa, que teve a primeira etapa encaminhada ao Congresso nesta quinta-feira (3). As alterações serão feitas por meio de um projeto de lei complementar após a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC).
O Ministério da Economia informou que o texto vai dar diretrizes gerais sobre política remuneratória e de benefícios. “No momento, não há nenhuma definição sobre níveis remuneratórios iniciais. A fixação dos padrões de remuneração não depende de aprovação da PEC. Se dá por lei ordinária”, disse, em nota.
A ideia da pasta também é ampliar o número de faixas salariais para evolução ao longo da carreira, o que faria com que o servidor demorasse mais tempo para chegar ao topo.
Hoje, um salário inicial considerado elevado dentro do funcionalismo público é o de auditor fiscal da Receita, que já entra recebendo R$ 21.029,09. Ao final da carreira, este valor aumenta para R$ 27.303,62.
Na Polícia Federal, por exemplo, o salário inicial de agentes, escrivães e papiloscopistas é de R$ 12,5 mil com teto de R$ 18,6 mil. Já os vencimentos de delegados federais se iniciam em R$ 23,6 mil e podem chegar a R$ 30,9 mil na classe especial
A PEC enviada nesta quinta-feira já proíbe que essa progressão na carreira ocorra de forma automática. A proposta é que os novos servidores tenham aumento salarial por mérito, como acontece na iniciativa privada. A ideia é que sejam promovidos de acordo com o desempenho das funções.
O objetivo, segundo a equipe econômica, é combater os supersalários e aumentar a produtividade no serviço público, que hoje, segundo especialistas, tem uma eficiência incompatível com o alto custo. Eles defendem que a meritocracia pode contribuir para motivar o servidor, criando possibilidade de desenvolvimento e buscando diminuir a distância entre os trabalhadores da iniciativa privada e os do funcionalismo.

ALGUNS SALÁRIOS INICIAIS NO SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL

  •  Agente, Escrivão e Papiloscopista da Polícia Federal - R$ 12.522,50
  • Delegado da Polícia Federal: R$ 23.692,74
  • Auditor fiscal da Receita Federal :R$ 21.029,09
  • Analista Tributário - R$ 11.684,39
  • Analista Judiciário: R$ 7.603
  • Técnico Judiciário: R$ 5.715;
  • Advogado da União - R$ 17.330,33
  • Analista tributário da Receita Federal: R$ 11.684,39
  • Diplomata: R$ 19.199,06
  • Analista do INSS: R$ 7.659,87
  • Auditor de Controle Externo do TCU: R$ 21.947,82
  • Perito Médico: R$ 12.683,79
  • Oficial de Inteligência: R$ 16.620,46

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