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Mãe discriminada em entrevista consegue vaga de emprego em Cariacica

Mãe discriminada em entrevista consegue vaga de emprego em Cariacica

Samara Braga, de 32 anos, compartilhou conversa com um recrutador nas redes sociais; agora ela vai trabalhar em uma clínica credenciada do Detran

Publicado em 14 de setembro de 2023 às 11:49

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Boa notícia! Samara Braga, de 32 anos, que viralizou nas redes sociais por divulgar conversa com um recrutador em que foi discriminada por ser mãe, conseguiu ser contratada em uma clínica médica credenciada do Departamento Estadual de Trânsito do Espírito Santo (Detran), em Cariacica.

Ela já atuava no local cobrindo atestado médico e férias de outras funcionárias e, com o surgimento de uma vaga, foi convidada para ser efetivada. Nesta semana, a administradora já estava desempenhando a função de forma temporária. O contrato de trabalho começa oficialmente na próxima segunda-feira (18), das 9h às 17h.

“Uma das funcionárias está se desligando e a dona me convidou para ficar no lugar dela, porque já estou acostumada com o sistema. Vou ocupar um cargo na recepção, que é a função que desempenhava, apesar de não ser área que estava buscando”, conta Samara.

Samara Braga foi discriminada em entrevista de emprego por ser mãe
Samara Braga foi discriminada em entrevista de emprego por ser mãe. (Acervo pessoal)

A administradora comenta que a contratação não teve a ver com a repercussão do caso divulgado por ela. Mesmo sendo efetivada na clínica, Samara ressalta que não vai deixar de produzir pudins e bolos.

“A produção de doces é uma renda extra para mim. Agradeço o apoio que recebi desde a publicação que fiz no Linkedin. Recebi diversos relatos de mulheres que também passaram por esse tipo de situação.”

Entenda o caso

Samara sofreu discriminação por ser mãe durante uma entrevista de emprego no Espírito Santo. Indignada com a situação, ela, que é formada em Administração, viralizou nas redes sociais após compartilhar a conversa que teve com o recrutador. Entre as declarações, o homem disse: “Sempre difícil contratar quem tem filhos”.

“Isso aconteceu comigo e ainda estou sem acreditar que exista profissional assim. Muito se fala de como se comportar em entrevista, mas nada se diz sobre o comportamento do recrutador com a gente. Fiquei tão indignada que resolvi compartilhar o caso, para servir de alerta a outras mulheres. Esta não foi a primeira vez que sofri preconceito em um processo seletivo”, desabafou.

Samara mora em Cariacica e estava desempregada havia dois meses e utilizava o Linkedin como uma ferramenta de recolocação profissional. A postagem teve mais de 27 mil curtidas, quase 4 mil comentários e mais de 400 compartilhamentos.

O caso aconteceu no início do mês de setembro, quando ela estava concorrendo a uma vaga na área de recursos humanos. Para ter uma renda extra, a candidata produz bolos e pudins para vender.

Segundo a candidata, a entrevista com o recrutador estava agendada para às 8 horas da manhã, mas ele não apareceu para a conversa on-line. A moça chegou a mandar várias mensagens, mas somente às 11 horas, ou seja, três horas depois, o recrutador a chamou para a conversa. Em um primeiro contato, o homem havia dito que Samara tinha o perfil ideal para a vaga.

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