A inflação da Grande Vitória acelerou em setembro e registrou a maior alta entre as regiões pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 1,08% no mês, após ter registrado deflação de 0,22% em agosto.
O resultado foi divulgado nesta sexta-feira (9) pelo IBGE e ficou acima da inflação nacional, que avançou 0,82% em setembro. No acumulado de 2026, o índice da Grande Vitória registra alta de 4,28%. Já nos últimos 12 meses, a variação chega a 4,91%.
Entre os principais responsáveis pela pressão sobre o orçamento dos consumidores estão a energia elétrica residencial e os alimentos, com destaque para o tomate, que apresentou forte aumento de preço na região.
Um dos principais fatores que contribuíram para a alta da inflação em setembro foi o aumento da energia elétrica residencial. Na Grande Vitória, o item subiu 10,85%, de acordo com o IBGE.
O reajuste ocorreu após a incorporação de uma alta tarifária de 6,89%, em vigor desde 7 de agosto. Além disso, o fim da concessão do Bônus de Itaipu, que havia reduzido as faturas emitidas em agosto, também contribuiu para a elevação dos preços da energia no país.
A tarifa de água e esgoto também sofreu impacto de reajustes. No relatório do IBGE, a variação nacional desse item foi de 0,13%, refletindo o aumento de 6,94% aplicado em Vitória a partir de 1º de setembro.
Os alimentos também ficaram mais caros na região. O tomate registrou alta de 43,19% em setembro na Grande Vitória. O movimento acompanha a elevação observada no país. Nacionalmente, o tomate subiu 37,76% no mês, enquanto a batata-inglesa teve aumento de 24,07% e a cebola, de 10,14%.
No grupo de alimentação e bebidas, a inflação nacional passou de uma queda de 0,34% em agosto para uma alta de 0,83% em setembro. Na Grande Vitória, esse grupo apresentou aumento de 1,54%.
Por outro lado, alguns alimentos tiveram redução de preços no Brasil. Entre eles estão o frango inteiro, com queda de 1,96%, o frango em pedaços, que recuou 1,41%, e as frutas, com diminuição de 1,12%.
A mudança no comportamento dos preços ocorreu tanto na Grande Vitória quanto no país. Em agosto, o IPCA havia registrado queda de 0,22% na Região Metropolitana e de 0,32% no Brasil. Em setembro, os dois indicadores voltaram a subir.
No resultado nacional, todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados apresentaram variação positiva. Além de habitação, que teve alta de 2,31%, os destaques foram transportes, com aumento de 0,89%, e alimentação e bebidas, com 0,83%.
Em Vitória, a alta de 1,08% colocou a região no topo do ranking nacional de inflação mensal, à frente de Goiânia, que registrou 1,07%, e Belo Horizonte, com 1,05%.
O IPCA mede a variação dos preços de produtos e serviços consumidos pelas famílias com rendimentos de um a 40 salários mínimos (R$ 1.621 a R$ 64.840) e é utilizado como indicador oficial da inflação brasileira.