Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Serviço normalizado

Greve dos caminhoneiros chega ao fim no Porto de Vitória

O movimento grevista, segundo a categoria, foi resultado do descumprimento do reajuste de 26%, previsto para o início do mês, após acordo coletivo. Mais de 2 mil contêineres chegaram a ficar retidos em pátio de terminal

Publicado em 18 de Maio de 2022 às 11:07

Caroline Freitas

Publicado em 

18 mai 2022 às 11:07
Iniciado há uma semana, o protesto de caminhoneiros que atuam em portos do Espírito Santo foi encerrado na noite de terça-feira (17), após negociação com as empresas de comércio exterior. O movimento grevista, segundo a categoria, foi resultado do descumprimento do reajuste de 26%, previsto para o início do mês, após acordo coletivo.
A informação foi confirmada pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística no Espírito Santo (Transcares), e pela Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), que, na segunda-feira (17), informou que a greve vinha impactando seriamente a movimentação de cargas nos portos, em especial a “movimentação de contêineres e granéis sólidos, que representam 80% da movimentação do porto.”
Uma fila de navios chegou a se formar, conforme noticiou o colunista de A Gazeta, Abdo Filho. Nesta quarta (18), a Codesa confirmou que recebeu a informação de que a greve foi encerrada e o serviço foi normalizado no Porto de Vitória.
Terminal Portuário de Vila Velha
Terminal Portuário de Vila Velha Crédito: Fernando Madeira
Um dos pontos afetados pela paralisação foi o Terminal Portuário de Vila Velha (TVV), que embora estivesse aberto e operando normalmente em sua plena capacidade, teve as atividades prejudicadas porque nenhuma carga conseguia chegar ou sair do local. “Esta relação comercial não é com o Terminal e sim com as empresas exportadoras, importadoras e terminais REDEX.”
Cerca de 2.000 contêineres de importação descarregados chegaram a ficar retidos no pátio do TVV, entre vazios e cheios (DTC e DI). “Na exportação, deixamos de receber aproximadamente 1.000 contêineres", informou a Log-In, empresa responsável pela gestão do terminal.
Além disso, é importante destacar que o TVV não é o contratante dos serviços prestados pela categoria do movimento grevista. Quem contrata, via de regra, são os embarcadores (exportadores) e recebedores (importadores)”.
A paralisação era realizada por caminhoneiros autônomos, contratados por embarcadores (exportadores) e recebedores (importadores). O Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens do Espírito Santo (Sindicam-ES) foi procurado, mas não se manifestou até a conclusão desta reportagem. O texto será atualizado quando houver retorno.
O presidente do Transcares, Luiz Alberto Teixeira, informou que recebeu a notícia do fim da paralisação dos autônomos ainda na noite de terça-feira (17). Na visão dele, "serviu o bom senso, o diálogo e a negociação justa, de ambos os lados. Todas as partes se mostraram pensando num bem maior, o desenvolvimento do Estado".

O QUE LEVOU À PARALISAÇÃO

Os caminhoneiros iniciaram o protesto na última quarta-feira (11). Álvaro Luiz Ferreira, presidente do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos no Espírito Santo (Sindicam), declarou, na segunda-feira (16), à reportagem de A Gazeta, que a paralisação começou após constatarem que empresas não cumpriram o acordo do reajuste dos insumos da categoria, que chegou a 26%, considerando a inflação do período, mais ganho real e o "gatilho", um percentual adicional devido aos constantes aumentos no valor do diesel.
Ferreira contou que cerca de 30 transportadoras assinaram o acordo, porém de 30 a 40 ainda não haviam assinado na ocasião. Apesar de o movimento ter sido deflagrado no dia seguinte a mais um aumento do diesel, o presidente do Sindicam assegurou que a paralisação não tinha relação direta com o preço do combustível, embora faça parte da composição do índice de reajuste da categoria. Ferreira afirmou ainda que as negociações com as empresas começaram dois meses antes da data-base do dissídio, 1º de maio, e o início da greve logo depois da elevação do valor do diesel foi coincidência.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Trecho será fechado por uma hora para obra de duplicação; operação depende das condições climáticas
BR 101 será interditada nesta quarta (22) para detonação de rochas em Iconha
Imagem BBC Brasil
Prisão de artista por esculturas feitas há 15 anos revela novos extremos da censura na China
Imagem BBC Brasil
Trump diz que vai estender cessar-fogo com Irã e manter bloqueio no Estreito de Ormuz

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados