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Fim da produção

ES diz que vai negociar com a Technip manutenção dos empregos

A multinacional tem mais de mil funcionários, que podem ser demitidos nos próximos meses por conta da interrupção da produção de tubos flexíveis no Estado.

Publicado em 06 de Agosto de 2020 às 07:31

Redação de A Gazeta

Publicado em 

06 ago 2020 às 07:31
TechnipFMC confirma que vai encerrar produção de tubos flexíveis no ES
TechnipFMC confirma que vai encerrar produção de tubos flexíveis no ES Crédito: Fernando Madeira
O governo do Espírito Santo afirmou que vai tentar negociar com a Technip FMC a manutenção de pelo menos parte dos postos de trabalho da empresa, que anunciou nesta quarta-feira (5) que vai interromper em dezembro a produção de tubos flexíveis no Porto de Vitória. As atividades serão transferidas para o Porto de Açu, no Rio de Janeiro.
A multinacional franco-americana está instalada na área da Codesa desde 1985 e emprega mais de 1.000 profissionais. A empresa não informou se eles serão transferidos para Açu, ou se serão demitidos.  Disse apenas que “todas as decisões serão tomadas com o máximo de cuidado em relação ao impacto para nossos funcionários, clientes e comunidades”. Porém, cortes já começaram.
Em nota, o governo do Estado, através da Secretaria de Desenvolvimento (Sedes) afirmou que ainda não foi comunicado oficialmente da decisão da empresa, mas acompanha o caso com atenção.
"A Sedes reafirma seu compromisso pelo diálogo junto ao setor produtivo, e se coloca à disposição da empresa no sentido de buscar alternativas que viabilizem a manutenção do maior número de postos de trabalho", diz a nota.
A colunista de A Gazeta Beatriz Seixas apurou que há uma grande apreensão entre os empregados da empresa. Alguns já tomaram ciência que serão remanejados para a planta fluminense, mas muitos deverão ser dispensados nos próximos meses.
Além do impacto no mercado de trabalho, o fim da produção dos tubos pela Technip vai trazer impactos negativos para a cadeia de fornecedores e na arrecadação de impostos. Ainda segundo a coluna, a multinacional está entre as que mais recolhem impostos em Vitória.
A prefeitura da Capital foi questionada por A Gazeta sobre a possível queda na arrecadação, mas disse que não poderia passar a informação pois ela é sigilosa.  Em nota, o município ressaltou a importância da empresa e lamentou sua saída.
Responsável por cerca de 90% dos embarques de tubos flexíveis usados pela Petrobras nos campos de petróleo, a empresa é responsável por 15% da arrecadação da Codesa.
Oficialmente, a empresa diz que a mudança foi provocada pela queda nas atividades do mercado devido à pandemia de Covid-19 e a redução na demanda por petróleo e gás.
Contudo, fontes do setor afirmam que há um "assédio" por parte do Porto de Açu, que vem oferecendo vantagens que podem incluir discussões com a Secretaria da Fazenda do Rio de Janeiro.
Soma-se a esses fatores a incerteza em relação ao contrato com a Codesa. A empresa vinha tentando fazer um novo acordo  desde que o anterior venceu em janeiro deste ano. Contudo, como a estatal deve ser privatizada em breve, não seria possível firmar um compromisso de longo prazo.

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