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Publicado em 29 de abril de 2023 às 18:37
Levantar pneu, correr longos percursos, e pular objetos faz parte da rotina de exercícios dos praticantes do crossfit. A atividade física que se popularizou no Brasil nos últimos anos trouxe não só um novo modo de se exercitar, mas também vem abrindo portas no mercado da moda. >
Para praticar os exercícios de alta intensidade, os crossfiteiros, como são conhecidos, passaram a procurar roupas mais alinhadas à atividade física. Ao perceberem a oportunidade nesse novo mercado, empresas do Estado começaram a investir na criação e venda de roupas especiais voltadas a esse público.>
Fundadora da Loca, uma marca que produzia roupas íntimas, Juliana Fernandes começou a sentir na pele o desconforto na hora de praticar o crossfit. Por isso, ela resolveu fazer, por conta própria, uma peça do jeito que desejava. >
“Eu tinha um top de lingerie muito confortável. Então, criei um na modelagem parecida para praticar o crossfit. Todo mundo amou e pediu um igual”, explica Juliana Fernandes. >
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Com os pedidos, Juliana topou produzir 50 conjuntos e vendeu tudo entre os colegas de exercício logo na primeira semana. Daí para a frente, as encomendas só aumentaram e ela percebeu uma oportunidade para fabricar peças no ramo de esportes. >
A loja de lingerie, então, virou de moda esporte e começou a produção com foco no bom desempenho combinado ao conforto. A prova que a iniciativa deu certo veio com o recorde de vendas de um short sem costura para as mulheres. A cofundadora da marca, Aline Lopes, diz que a peça é muito usada pelas mulheres no crossfit. E aponta que o diferencial da Loca é o reforço em algumas partes do short, sem deixar linhas de costura aparentes.>
“Assim não marca nenhuma parte do corpo. Muitas meninas reclamavam disso. Como praticante, também me incomodavam as linhas marcando o corpo. Como o nosso short é liso, tornou-se o favorito”, detalha Aline Lopes. >
A peça ganhou uma versão masculina, mas nela o short mais colado é coberto por uma bermuda com tecido mais solto. A ideia é dar mais segurança nos momentos de atividades onde são necessários saltos. Aline Lopes conta ainda que o calção ganhou uma boa recepção também devido à presença de bolsos, pois assim é possível guardar chaves e eletrônicos.>
Os shorts, as calças e os tops também são mais espessos para evitar que partes do corpo fiquem visíveis ao fazer movimentos, como se agachar. "A maioria das ações mexe muito com os membros. É importante saber que você não vai se exibir de forma que não quer", explica Aline Lopes. >
O que deu início à marca também continua com alta aceitação, segundo a cofundadora. Os tops inspirados em peças de renda passaram a ser também produzidos em formatos mais elaborados. Para garantir uma maior sustentação, um dos tops contém um zíper na parte das costas e outro tem frente para firmar mais. Além disso, há o corte de um cropped — versão mais curta de uma blusa — cobrindo todo o colo, para quem tem um busto maior se sentir mais segura nos exercícios.>
“Tanto em exercícios no box quanto em competições não é legal se sentir desconfortável. Nós sempre criamos peças de modo que a pessoa não sinta incômodo tanto na aparência quanto na segurança de poder fazer os movimentos sem perigo”, conta Aline.>
A tecnologia vai ser o próximo investimento nas peças da Loca. Aline e Juliana afirmam que vão começar a procurar tecidos com novas possibilidades de produção não só no designer, mas focados também no resultado, como proteção UV e antialérgicos. >
A preocupação com a segurança e o conforto nas aulas também é a tônica das criações da loja No Rep. O começo se deu com a presença da fundadora, Luan Fonseca, nos ambientes da prática de crossfit. Como fotógrafa, ela usava blusões com o nome da própria empresa para ser identificada no local, mas os esportistas passaram a gostar do traje dela.>
A empresária, então, deu início à construção da marca. Primeiramente, passou a revender peças, mas depois começou a produzir produtos próprios com uma pegada mais funcional. “Temos produtos que servem tanto para malhar quanto para sair. Além disso, nos preocupamos com o fato de a pessoa não sentir receio de uma roupa não ficar no lugar. Principalmente pelo esforço que as atividades pedem”, destaca Luan Fonseca. >
O investimento em tops mais rentes ao corpo, de forma a dar liberdade de movimentos e não esquentar tanto, é a preocupação principal. "A gente pensa em especial para o crossfit, o top em modelagem com menos probabilidade de escapulir em movimentos rápido e tecidos que deixem o corpo respirar melhor. Como também praticamos o Cross, procuramos testar o que vai funcionar melhor. Os tops fechados e com decote nas costas são os que mais saem", conta Luan Fonseca. >
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