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Empresas buscam novos talentos dentro das faculdades

Companhias oferecem capacitação aos estudantes de instituições de ensino e os melhores podem ser contratados como funcionários ou estagiários

Publicado em 05/10/2020 às 15h14
Atualizado em 05/10/2020 às 15h14
Matheus Cerutti, aluno de TI que foi contratado durante a pandemia
Matheus Cerutti ainda não terminou a faculdade e já foi contratado por uma empresa da área de TI. Crédito: Acervo pessoal/ Matheus Cerutti

Universitários estão na mira de empresas capixabas e sendo recrutados antes mesmo de terem os diplomas nas mãos. A ideia é qualificar esses estudantes e, ao final, contratar aqueles que tiverem os melhores desempenhos. A boa notícia é que, mesmo que não esteja entre os selecionados, esse aluno pode ser indicado para trabalhar em outras companhias.

Uma dessas iniciativas é desenvolvida pela Faesa por meio do programa Radar de Talentos, realizado em parceria com as empresas para viabilizar a empregabilidade dos estudantes.

O estudante do 7º período de Administração Matheus Cerutti, 24 anos, foi um dos participantes do programa que acabou contratado no final do treinamento. Ele trabalhava em outra empresa e se desligou para assumir um novo desafio, o de implantar um sistema que vai interligar todos os setores da Sankhya, empresa especializada em software de gestão. O jovem foi contratado no dia 21 de setembro como analista de implantação.

“Sempre me identifiquei com a área de gestão e decidi participar. Durante o processo, assisti às aulas, respondi os quizzes propostos e fui me qualificando. Até que, no final, entendi a proposta da empresa e fui contratado. Este é um momento muito importante porque vi muitos amigos ficarem desempregados durante a pandemia e tive meus talentos reconhecidos. Quando percebemos que estamos evoluindo na carreira, o incentivo é ainda maior”, comenta.

Atualmente, o programa tem uma edição em andamento com a empresa Ícone Net, que abriu vagas para 33 profissionais, que podem integrar o seu quadro de funcionários após curso de capacitação. A seleção contou com a participação de estudantes de graduação, pós-graduação e egressos da instituição de ensino.

Os selecionados estão participando de um curso de Transformação Digital de Processos de Serviços, com carga horária de 40 horas. Ao final da capacitação, a empresa pretende contratar os participantes para as vagas de analista e desenvolvedor de sistemas, nos níveis júnior, sênior e técnico.

O diretor de Desenvolvimento Institucional da Faesa, Erthelvio Nunes Junior, explica que o modelo de cada programa vai depender do direcionamento das organizações. Segundo ele, algumas organizações já fizeram seleção pelo programa e agora retomaram as negociações para abertura de novas turmas.

“Tudo vai depender do que a empresa quer. Uma companhia do setor automotivo desenvolveu um programa na área de contabilidade, por exemplo. Ela quer fazer outros treinamentos, que foram adiados por conta da pandemia. Já voltamos a conversar sobre o assunto e, em breve, deveremos ter novas vagas no programa. Cada iniciativa é elaborada de acordo com o que a companhia quer, porque, muitas vezes, elas querem um profissional muito específico, mas que não encontram no mercado. O radar funciona como uma aproximação entre empresas e os talentos que estão no ensino superior”, explica.

O programa que Matheus Cerutti participou foi da Sankhya, que capacitou 12 estudantes com um curso de formação com foco na trilha de aprendizagem do analista de implantação. No final, nove deles tiveram as melhores avaliações, sendo que dois foram contratados. Os outros sete poderão ser indicados para trabalhar em outras organizações.

"Esta é uma forma de fortalecer o mercado, pois, mesmo os que não sejam contratados imediatamente terão os cursos como diferencial competitivo e estarão prontos para atuar em diversas empresas, já que é tão difícil encontrar mão de obra qualificada, sobretudo no setor de tecnologia", destacou o diretor da empresa, Renato William.

Erthelvio Nunes Junior ressalta que a instituição também é procurada por empresas que querem trabalhar na solução de problemas. Neste caso, alunos são convidados a desenvolverem as ideias, vivenciando a experiência na faculdade e no ambiente corporativo.

“O aluno consegue desenvolver os projetos em conjunto com as equipes. Futuramente, eles podem até ser contratados, conforme a necessidade da empresa”, destaca.

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