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Empresas abrem vagas para o metaverso e revolucionam o trabalho

Integração entre o mundo real e o virtual vai transformar carreiras tradicionais e fazer com que outras novas profissões surjam para atender ao mercado digital

Diná Sanchotene

Repórter

Publicado em 29 de Maio de 2022 às 08:05

Publicado em

29 mai 2022 às 08:05
Profissões que estarão em alta por causa do metaverso
Profissões que estarão em alta por causa do metaverso Crédito: Freepik/Arte Geraldo Neto
Um arquiteto que não interage com engenheiros e empreiteiros e, sim, com programadores e especialistas em UX para criar ambientes virtuais. Com uma grande quantidade de dados e plataformas sendo geradas, entra em cena o especialista em nuvem, que vai gerenciar esse armazenamento e garantir a segurança dos dados. 
A integração entre o mundo real e o virtual parece até coisa de filme de ficção científica, mas tem se tornado realidade com o avanço do metaverso. Toda essa autenticidade vai transformar carreiras tradicionais e fazer com que outras novas surjam para atender esse mercado digital nos próximos anos.
Além das áreas já citadas, haverá postos de trabalho para programadores, analistas de marketing, desenvolvedores de avatar, artistas, engenheiros de software, profissionais de finanças, cientista pesquisador, entre outros. Em outras palavras, podemos dizer que haverá espaço nos mais diversos segmentos, uma vez que tudo que é real também fará parte deste novo mundo. 
Prova de que a tecnologia avança é o fato das empresas já estarem de olho neste universo e algumas delas até começam desenvolver novos formatos de contratação e a oferecer oportunidades para quem quer surfar nessa onda. A iniciativa visa a expor projetos pilotos para que as companhias possam estar preparadas e não serem pegas de surpresa no futuro.
Um bom exemplo é a Nike que anunciou a contratação de um diretor de metaverso, um cargo que até há pouco tempo não existia.
Já a Ambev utilizou recentemente parte do processo seletivo de novos estagiários no metaverso. A cervejaria desenvolveu uma plataforma para que candidatos participassem de jogos interativos e dinâmicas. A ideia, nesse caso, era promover a interação de forma diferenciada para que candidatos chegassem à fase final da seleção.
E as oportunidades de trabalho já começam a aparecer. Há casos de empresas de recrutamento de criptomoedas que estão em busca de trabalhadores para o setor. Uma dessas companhias é a Chrono.Tech, da Austrália. Para isso, foi feita até uma campanha publicitária que iluminou a Times Square.
Há ainda a empresa paulista Pixit, que atua com soluções inovadoras para comunicação e marketing, focada principalmente na criação de metaversos. Por lá, a equipe entrega a ferramenta para grandes empresas de diferentes setores como agronegócios, farmacêutico e químico.
Só para se ter uma ideia, em 2019, ano que começaram as pesquisas sobre o assunto, foram dois metaversos. Em 2021, foram fechados 13 projetos. Somente em 2022, os profissionais já trabalham simultaneamente na criação de 12 metaversos.
A educadora e reitora do Centro Universitário UniOpet, do Paraná, Adriana Karam, lembra que as tecnologias estão interligadas em todas as esferas profissionais. Segundo Adriana, a velocidade e as novas formas de consumo do conhecimento geram oportunidades incríveis, mas, para isso acontecer com qualidade, é necessário imergir em programas de educação continuada.
"Essa realidade será uma combinação de talentos que juntos vão obter novos resultados na tecnologia e nos ambientes corporativos. O mercado do metaverso, entretanto, vem com desafio ainda maior porque vai buscar competências que as empresas ainda não têm e as pessoas também não. Os profissionais terão que entender que haverá, cada vez mais, a necessidade de navegar entre os dois mundos de forma conjunta"
Adriana Karam - Educadora e reitora do Centro Universitário UniOpet, do Paraná
Segundo a educadora, o que vemos hoje é uma construção e as experiências com o metaverso ainda são rudimentares.
“Para que tudo dê certo, serão necessárias ferramentas mais rápidas e com qualidade, o que no 4G é impossível, para que assim o usuário tenha experiências mais fluídas. As empresas começam a fazer experiências para avaliar quais são as possibilidades de negócio para estarem nesse universo”, resume.
Adriana salienta que os líderes corporativos vão precisar conhecer esse universo até para entender as necessidades das empresas, dele próprio e o que vai precisar desenvolver. “Será necessário agregar novas competências e trazer outras para integrar a nova realidade.”
Gisélia Freitas, especialista em carreira
Gisélia Freitas ressalta sobre a importância do treinamento de líderes para o metaverso Crédito: Divulgação/Gisélia Freitas
A especialista em carreiras Gisélia Freitas complementa com a necessidade de desenvolver os líderes para o metaverso para que eles estejam um passo à frente nessas ferramentas tecnológicas.
"O que não pode é ficar alheio a esse universo. Já vimos terrenos vendidos por milhões em moedas digitais, produtos sendo desenvolvidos, entre outras iniciativas. Quem não se adaptar tende a não ter longevidade nos negócios nem manter a empregabilidade. Nesse novo mercado, quem não se adequar vai ficar obsoleto"
Gisélia Freitas - Especialista em carreira
De acordo com a especialista, as organizações precisam ter em seus quadros pessoas com potencial inovador que agreguem valor competitivo. “Por conta dessas novas habilidades técnicas, os processos seletivos estão cada vez mais exigentes. Entretanto, o meio educacional ainda não tem feito mudanças na grade acadêmica para inserir esse novo profissional no mercado”, comenta Gisélia.
Embora haja um movimento no mercado tecnológico, uma maior demanda pelo metaverso ainda deve demorar de três a cinco anos para fazer parte do dia a dia das pessoas, conforme analisa o empresário de TI e diretor da Associação Capixaba de Tecnologia (Act!on) Daniel Arrais.
Ele também é investidor anjo e, até o final do ano passado, estava apostando em uma startup que desenvolvia produtos para a realidade aumentada.
“Entendemos que ainda não era o momento de lançar algo nessa área. Esse conceito já existe há um tempo e os games usam muito esse sistema. É uma área que é cara para investir e ainda necessita de uma grande infraestrutura para armazenamento de grande quantidade de dados. Para que as pessoas recebam as imagens, será necessária a utilização de um óculos que custam de R$ 3 mil a R$ 4 mil cada um. Só em termos comparativos, o celular para chegar ao tamanho que é hoje demorou cerca de 15 anos”, pontua.
Arrais complementa que esses valores tornam projetos inviáveis, por enquanto. “Ainda vai levar um tempo para que essa tecnologia seja incorporada ao dia a dia das pessoas.”
O empresário enumera que existem propostas para criar shopping totalmente virtual onde a pessoa cria um avatar, escolhe e paga roupas e as recebe em casa como se fosse uma compra pela internet. O mesmo vai acontecer em shows, com artistas se apresentando virtualmente, ou em uma sala de aula, com professores dando aulas interativas.
“Tudo isso é apenas uma proposta. A próxima Copa do Mundo, que será nos Estados Unidos, pode até ser transmitida pelo metaverso, por exemplo. A pessoa poderá assistir aos jogos, sem sair de casa. Outro fato é que várias empresas já estão comercializando espaços nesse ambiente virtual, como é o caso da Magazine Luiza que comprou uma área para estruturar uma loja virtual. As pesquisas começam agora”, observa.

O que é metaverso?

É uma terminologia utilizada para indicar um tipo de mundo virtual que tenta replicar a realidade por meio de dispositivos digitais. Trata-se de um espaço coletivo e virtual compartilhado, constituído pela soma de "realidade virtual", "realidade aumentada" e "Internet". Pode ser entendido como uma vivência em um espaço virtual, mas com influências da vida real nesse universo.

Empresas abrem vagas para o metaverso e revolucionam o trabalho

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