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Carreira

Eleições: como funcionário deve agir no trabalho para não se queimar

Orientação é que empresas adotem regras de condutas internas. Já colaboradores devem evitar usar camisas de candidatos e discussões extremistas, inclusive nas redes sociais

Publicado em 22 de Agosto de 2022 às 17:34

Diná Sanchotene

Publicado em 

22 ago 2022 às 17:34
Foi dada a largada para a corrida eleitoral de 2022. Os candidatos já começaram a apresentar suas propostas para que, em 2 de outubro, sejam escolhidos os novos deputados estaduais e federais, senadores, governadores e presidente da República. Durante esse período, é normal a exposição de opiniões políticas e intenções de votos, e isso não seria diferente no ambiente de trabalho.
Entretanto, especialistas alertam sobre a necessidade de as empresas adotarem regras de condutas internas para evitar desrespeito e agressividade entre pessoas com opiniões opostas, incluindo posicionamentos em redes sociais. Quem desobedecer as regras pode sofrer punições, como advertências e suspensões e até ser demitido por justa causa, dependendo da situação.
Atitudes extremistas podem comprometer a carreira
Atitudes extremistas podem comprometer a carreira Crédito: Freepik
Eleições: como funcionário deve agir no trabalho para não se queimar
O manual de conduta pode ser feito com a ajuda do departamento jurídico ou de um escritório de advocacia. Mesmo em plataformas digitais, o colaborador deve ficar atento ao seu comportamento. Nada de disseminar discursos de ódio ou ir até perfis de pessoas que pensam de forma contrária para ofender ou agredir. 
Segundo o advogado empresarial Victor Passos Costa,  o ideal é que o regulamento determine que não pode haver manifestações  nas redes sociais. Além disso, não há como a empresa forçar um colaborador a votar em determinado candidato. O profissional deve sempre se lembrar que, mesmo em perfis particulares, as empresas estão de olho no comportamento em ambientes digitais e também fora dele. 
“Adotar algumas regras serve para orientar os funcionários sobre o comportamento neste período. Não dá só para acreditar no bom senso do colaborador. Entre outras coisas, pode haver proibição do uso de camisa com propaganda, por exemplo. É bom lembrar que, se não houver essa previsão, o trabalhador não pode ser punido”, comenta a presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos, seccional Espírito Santo (ABRH-ES), Neidy Christo.
Ela lembra que as pessoas podem dar opinião sobre determinados candidatos, mas não podem utilizar o horário de almoço da empresa para fazer discursos mais exaltados. Neidy esclarece que ter um posicionamento político é natural, mas é necessário tomar alguns cuidados, como ofender colegas que não pensam da mesma forma.
“Outra iniciativa que não é bem vista é entrar no post de outras pessoas para falar mal do candidato delas. Se você não concorda com o candidato do outro, defenda o seu posicionamento de forma adequada, com argumentos, sem precisar bater boca”, afirma a presidente da ABRH.
Ela ressalta ainda que é papel da empresa estabelecer regras para evitar atitudes desequilibradas e extremistas. No caso de um funcionário ofender o outro, pode haver punição por conta do desrespeito.
“No mundo profissional, quanto mais cuidado, melhores serão as relações e convivência coletiva. Isso vale para eleições, posicionamento religioso e torcida de futebol. Ter atitudes extremistas pode ser ruim para sua imagem”, complementa.
De acordo com orientações do escritório Passos Costa Advogados, as regras devem proibir alguns pontos, como o uso de camisa, boné ou qualquer outra vestimenta que identifique nome ou rosto de candidatos ou de partidos; distribuição de panfletos, “santinhos” e documentos do tipo; e de publicação de comentários sobre candidatos em grupos de WhatsApp da empresa, independentemente de serem pejorativos ou não.

REGRAS QUE PODEM SER ESTIPULADAS

Empresas devem elaborar manuais de conduta para evitar comportamentos inadequados dentro do ambiente corporativo. Por isso, o escritório Passos Costa Advogados listou alguns dos pontos que podem ser abordados nas regras:
  • Proibição de uso de camisa, boné ou qualquer outra vestimenta que identifique nome ou rosto de candidatos ou de partidos;
  • Proibição de distribuição de panfletos, “santinhos” e documentos do tipo;
  • Proibição de publicação de comentários sobre candidatos em grupos de WhatsApp da empresa, independentemente de serem pejorativos ou não;
  • Não praticar ofensas a colegas de trabalho, inclusive em redes sociais;
  • Proibição de postagens em redes sociais e publicações de comentários em WhatsApp que vinculem a empresa à opinião pessoal do colaborador (exemplo: fotos com uniforme da empresa em redes sociais, em locais de críticas expressas e ofensas a colegas ou candidatos).

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