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Moeda americana

Dólar chega a ser vendido a R$ 5,20 nas casas de câmbio do ES

Durante a abertura do mercado a moeda americana na forma comercial chegou a ser vendida acima de R$ 5. Após uma intervenção do Banco Central, o preço da moeda americana começou a baixar

Publicado em 12 de Março de 2020 às 12:59

Redação de A Gazeta

Publicado em 

12 mar 2020 às 12:59
Moeda americana alcançou valores recordes por conta do coronavírus Crédito: Ascannio - stock.adobe.com
As casas de câmbio em Vitória já estão repassando para os consumidores os percentuais da alta da moeda americana. Na manhã desta quinta-feira, 12, as lojas anunciavam a venda dólar com preços variando entre R$ 5,14 e R$ 5,20.
Durante a abertura do mercado, o dólar chegou a ser vendido acima de R$ 5 - com alta de 6,52%. Durante a manhã, após uma intervenção do Banco Central, o preço da moeda americana começou a baixar. Por volta de meio dia, ela estava sendo cotada a R$ 4,87.
A nova disparada do dólar aconteceu depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou as medidas para a contenção do coronavírus no país. Com isso, as principais moedas emergentes, incluindo o real, perderam força ante o dólar.
O preço do dólar sobe quase que na mesma medida que a Bolsa de São Paulo cai. Nesta quinta, o circuit braker precisou ser acionado duas vezes antes de meio-dia para interromper as quedas.
Antes, ainda durante a noite no Brasil, as Bolsas na Ásia passaram a ter perdas relevantes, fechando em queda generalizada na madrugada desta quinta. Os mercados europeus operam, neste momento, em baixa - também generalizada -, e o petróleo recua mais de 5%, nos dois principais índices – WTI e Brent.
Além disso, ainda há o componente local de discordância entre Executivo e Legislativo em relação ao Benefício de Prestação Continuada (BPC). O Congresso derrubou o veto do presidente Jair Bolsonaro ao projeto que eleva o limite de renda familiar per capita para concessão do benefício de prestação continuada (BPC).
A votação significa uma derrota para o governo, em meio a uma crise entre os dois Poderes na disputa pelo controle do Orçamento. A equipe econômica deve buscar uma saída jurídica para barrar a decisão. O governo estima um impacto de R$ 217 bilhões em uma década com a derrubada do veto, sendo R$ 20 bilhões apenas este ano.
COM AGÊNCIAS

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