Correção
12/03/2021 - 9:59
Com base em informações enviadas pelo governo do Estado, a versão anterior dessa matéria afirmava que restaurantes, distribuidoras de bebidas e lojas de conveniência deveriam fechar as portas as 16 horas em dias úteis e não poderiam abrir aos fins de semana. O governo corrigiu a informação posteriormente esclarecendo que, de segunda a sexta-feira, o horário de funcionamento se encerra às 20 horas e, aos sábados, as 16 horas. Nos domingos eles não poderão funcionar.
A partir de segunda-feira (15), os bares de 17 municípios do Espírito Santo em risco alto de contaminação pela Covid-19 estão proibidos de abrir as portas. A medida, que atinge cidades como Serra e Vila Velha, foi anunciada na noite desta sexta-feira (12) pelo governador Renato Casagrande.
Covid - bares ficam fechados e restaurantes têm restrições em 17 cidades do ES
São considerados municípios com risco alto, a partir de segunda: Afonso Cláudio, Águia Branca, Aracruz, Barra de São Francisco, Boa Esperança, Brejetuba, Cachoeiro de Itapemirim, Ibatiba, João Neiva, Muqui, Pedro Canário, Piúma, Presidente Kennedy, Santa Teresa, Serra, Vila Pavão e Vila Velha.
RESTAURANTES E DISTRIBUIDORAS DE BEBIDAS FECHADOS AOS FINS DE SEMANA
Nessas cidades, também está restrito o funcionamento de restaurantes, distribuidoras de bebidas alcoólicas e lojas de conveniência. Nos dias úteis, de segunda a sexta-feira, eles só estão autorizados a funcionar até as 20 horas. Aos sábados, o horário se encerra às 16 horas. Nos domingos, eles não poderão funcionar.
No caso das distribuidoras e das lojas de conveniência, está proibido o consumo de bebidas alcoólicas no local.
As medidas serão válidas por, no mínimo, 14 dias. Até então, um município podia ser considerado risco alto e, na semana seguinte, quando ocorresse a divulgação do próximo Mapa de Risco, passar para o risco moderado, por exemplo. Agora, a permanência é de pelo menos duas semanas.
SETOR ESTÁ "DILACERADO", DIZ SINDICATO
Embora não desconsidere a gravidade da pandemia, o presidente do Sindicato dos Restaurantes, Bares e Similares do Estado do Espírito Santo (Sindbares-ES), Rodrigo Vervloet, afirmou que o impacto das medidas sobre o setor será devastador.
"“O impacto é devastador. É um setor que já está dilacerado. Temos sofrido restrições há um ano e isso tudo tem um preço. Diversos estabelecimentos fecharam as portas na pandemia. As autoridades precisam entender que somos aliados no combate à doença, não estamos de lados opostos.”"
As regras não são exatamente novas. A versão mais recente delas foi estabelecida em janeiro. Contudo, até então, poucas cidades eram passíveis de restrições. De segunda-feira passada (8) até domingo (14), por exemplo, apenas Ibatiba estava em alerta vermelho.
Vervloet reforça que, com a suspensão de atividades dos estabelecimentos formais, a população fica a mercê de serviços clandestinos, onde não há qualquer cuidado ou responsabilização em relação ao vírus.
“Os estabelecimentos do setor têm provado, em sua grande maioria, que estão seguindo as regras. Já ouvi bombeiros, policiais dizendo isso. Não sou só eu apontando. É claro que não são todos, e os excepcionais que não estão seguindo devem ser fiscalizados e punidos, mas paralisar todo o setor é um erro, pois causa prejuízo a milhares de negócios, e empurra os fregueses para estabelecimentos clandestinos.”
MAIS RESTRIÇÕES
Além do fechamento de bares, nos municípios em que há risco alto de contaminação pelo coronavírus aulas e atividades de ensino presenciais serão suspensas, atividades aeróbicas ficam vedadas em academias, lojas de rua, shopping centers passarão a funcionar com limitação de horário e deverão ficar fechados aos domingos.
Para os 61 municípios classificados como risco moderado, as regras são um pouco mais brandas, mas os estabelecimentos, de modo geral, enfrentarão limitação de horário. (Veja regras abaixo.)
Em seu pronunciamento, Casagrande destacou que o momento exige envolvimento da sociedade, a fim de evitar que a pandemia avance tanto quanto em outros Estados, onde há colapso do sistema de saúde. Diversas têm adotado o lockdown, com fechamento de toda atividade não essencial e, em muitos casos, toque de recolher, para não agravar ainda mais a situação.
"O momento exige que nós tenhamos envolvimento da sociedade, não queremos chegar na situação que outros Estados chegaram. Não posso e não consigo proteger a população capixaba sozinho. Preciso que cada um cumpra a sua tarefa e responsabilidade"
"Estamos tentando evitar uma situação de calamidade, ou de entrar em colapso, sem leitos de UTI. Só abrir leitos não resolve, é muito importante que a gente continue abrindo leitos, mas tem um limite. Faltam recursos humanos, equipamentos e insumos. Vimos que em diversos Estados faltou oxigênio. Tem um limite", frisou Casagrande.
Veja as regras conforme a classificação de risco dos municípios:
RISCO MODERADO
Estão em risco moderado: Água Doce do Norte, Alegre, Alfredo Chaves, Alto Rio Novo, Anchieta, Apiacá, Atílio Vivácqua, Baixo Guandu, Bom Jesus do Norte, Cariacica, Castelo, Colatina, Conceição da Barra, Conceição do Castelo, Divino de São Lourenço, Domingos Martins, Dores do Rio Preto, Ecoporanga, Fundão, Governador Lindenberg, Guaçuí, Guarapari, Ibiraçu, Ibitirama, Iconha, Irupi, Itaguaçu, Itapemirim, Itarana, Iúna, Jaguaré, Jerônimo Monteiro, Laranja da Terra, Linhares, Mantenópolis, Marataízes, Marechal Floriano, Marilândia, Mimoso do Sul, Montanha, Mucurici, Muniz Freire, Nova Venécia, Pancas, Pinheiros, Ponto Belo, Rio Bananal, Rio Novo do Sul, Santa Leopoldina, Santa Maria de Jetibá, São Domingos do Norte, São Gabriel da Palha, São José do Calçado, São Mateus, São Roque do Canaã, Sooretama, Vargem Alta, Venda Nova do Imigrante, Viana, Vila Valério e Vitória.
RISCO ALTO
Estão em risco alto: Afonso Cláudio, Águia Branca, Aracruz, Barra de São Francisco, Boa Esperança, Brejetuba, Cachoeiro de Itapemirim, Ibatiba, João Neiva, Muqui, Pedro Canário, Piúma, Presidente Kennedy, Santa Teresa, Serra, Vila Pavão e Vila Velha.
No momento, não há municípios classificados como risco baixo de contaminação.